quarta-feira, 25 de setembro de 2013

Espondilite anquilosante: como tratar?

Espondilite anquilosante
Com o passar do tempo, os ossos das vértebras crescem e formam nódulos, fundindo-se uns com outros, causando rigidez e dificuldade de movimentos: o paciente pode ficar tão curvado que fica impossibilitado de olhar para frente (somente para baixo). Ao contrário do que se pode pensar, a doença começa na juventude.
Dor intensa, persistente, insidiosa nas costas por mais de três semanas, que piora quando o paciente está em repouso e melhora durante o dia e com exercícios físicos pode ser um sintoma de espondilite anquilosante, doença inflamatória, autoimune, que se origina nas articulações sacrilíacas e que geralmente surge no final da infância mas se manifesta mais tarde. A causa é ainda desconhecida — pode haver predisposição genética — e não há cura, mas há tratamento. Em caso de dúvida sobre os sintomas deve-se procurar um especialista: quanto mais cedo o diagnóstico, melhores os resultados do tratamento.
Sintomas, Diagnóstico, Tratamento
A espondilite anquilosante é um tipo de artrite que é basicamente caracterizada pela inflamação da espinha e das juntas da espinha. Anquilosante significa “fusão”; “espondilite” significa “inflamação da espinha”. Os primeiros sintomas geralmente incluem dor e rigidez na parte inferior das costas e nádegas, se manifestando de forma gradual. Outros sintomas podem também surgir, tais como perda do apetite, febre moderada e cansaço. À medida que a doença progride, a espinha pode se tornar cronicamente inflamada ou rígida, limitando a motilidade do paciente. A doença em estágio avançado pode levar à formação de um novo osso nas juntas da espinha, deixando-a numa posição fixa. Apesar de a gravidade da doença variar de pessoa para pessoa, alguns pacientes apresentam incapacidade funcional e os pacientes com a doença em gravidade progressiva, podem desenvolver algumas deformidades.
Geralmente, o diagnóstico é feito com base no exame clínico, histórico do paciente e teste de imagem por Raio-X – entretanto, acredita-se que quando o diagnóstico é confirmado por teste de raios-X, a doença já pode ter surgido há cerca de 7 a 10 anos. Não há recuperação da articulação danificada. O tratamento pode incluir anticorpos monoclonais (“medicamentos biológicos”) para o controle dos sintomas e melhora da qualidade de vida do paciente e cirurgia nos casos mais graves, para reposição do quadril.
Fonte: Zero Hora

Entorse de tornozelo – Diferentes níveis de gravidade


entorse-tornozelo
A entorse de tornozelo é uma torção do pé muito comum. Sendo esta a causa de mais de 85% das lesões no tornozelo. Na maioria dos casos ocorre uma pequena lesão, sem ruptura de ligamentos e com prognóstico terapêutico.
A entorse é muito freqüente em atletas em que o esporte exija movimentos bruscos, de torção e/ou corrida.
As entorses mais comuns são em inversão do pé, que força a articulação para fora. Neste caso, pode haver lesão em algum dos ligamentos que ligam a fíbula aos ossos do pé (talofibular anterior e posterior e calcaneofibular).
Já as entorses em eversão do pé, quando há uma força do pé para dentro, pode-se afetar o ligamento deltóide. Essas lesões são mais raras, devido, principalmente a espessura e resistência desse ligamento. Porém, quando rompido, há uma maior gravidade e aumenta o tempo de recuperação.
Após um entorse os principais sinais de alerta são: dor intensa, perda da propriocepção (sensibilidade ao apoiar o pé), diminuição da movimentação, inchaço e vermelhidão. Estes indicam grave processo inflamatório e um médico deve ser procurado.
A gravidade destes traumas é dividida em três diferentes níveis:
  • Primeiro nível: estiramento dos ligamentos, mas sem ruptura dos mesmos. Pode haver alguma dor e inchaço;
  • Segundo nível: ruptura parcial dos ligamentos e instabilidade articular. Acompanha dor, edema e rigidez articular, de intensidade moderada a severa;
  • Terceiro nível: ligamentos totalmente rompidos e grande instabilidade no pé (falta de “firmeza” ao andar).
Em todos os casos é necessário certo período de repouso, com uso de gelo e compressas. A reabilitação se faz necessária, principalmente nos casos de nível três, cujos exercícios de reabilitação podem envolver movimentos ativos dentro da amplitude de movimento ou movimentos controlados da articulação do tornozelo, sem resistência. Exercícios na água podem ser usados, caso os exercícios de fortalecimento em solo, sejam muito dolorosos. Exercícios de membros inferiores e atividades de endurance são adicionados como tolerado. Propriocepção é muito importante, pois a falta dela é uma das principais causas de repetição da entorse e uma articulação do tornozelo instável. Uma vez que dor cessar, outros exercícios podem ser adicionados, tais como exercícios de agilidade. O objetivo é aumentar a força e amplitude de movimento, com o tempo o equilíbrio melhora.
A terapia manual dos casos de entorse de tornozelo é importante como intervenção precoce para que a reabilitação evite a intervenção cirúrgica.
Via: Blog Fisioterapia Manual.

terça-feira, 24 de setembro de 2013

O Poder do Toque
O ser humano é um ser social e precisa, entre vários fatores para se relacionar, de toque. Ao tocarmos uma pessoa transferimos e recebemos nossas energias. Muita gente não sabe o valor de um bom abraço. É uma necessidade dos seres vivos. Os animais também se tocam e isso faz parte do desenvolvimento motor. Observemos os filhotes, sejam de cães, gatos e etc. Eles rolam, brincam, ensaiam defesas e aguçam instintos. As crianças também brincam, rolam e se comunicam pelos sentidos incluindo o tato, o toque. Experimentos clínicos mostram a diferença de reação à doença quando enfermos são tocados pelos profissionais de saúde. Um simples gesto de acariciar a cabeça de um enfermo já é suficiente para, pelo menos, momentaneamente a pessoa se sentir confortada.
O Toque é uma das necessidades mais básicas do ser humano e ocorre em todas as culturas.Ele pode ser usado como método de comunicação e aprendizado, além de proporcionar conforto e aumento da auto-estima. O toque é necessário para o crescimento, desenvolvimento e função imunológica. A criança que recebe o toque, recebe amor. Além disso, foi comprovado cientificamente que a ausência de toque pode causar barreiras significativas ao desenvolvimento dos seres humanos e dos animais. Seja através de carinho, massagem, abraços ou um simples aperto de mão, o toque está no nosso cotidiano e nem percebemos. 
As crianças costumam explorar os objetos levando os à boca para descobrir sua forma, textura e temperatura. Quando os bebês choram, são confortados ao serem colocados no colo, acariciados e beijados. Esse aspecto reconfortante do toque continua na vida adulta. Os adultos usam o toque para se comunicar, expressar solidariedade. 
Foi talvez uma das primeiras formas de tratamento. Tocar para serenar, tocar para aliviar a dor, tocar para encorajar...
Postado por Letícia Martins de Lima. Blog Fisioterapia Pediátrica.

Musicoterapia e Fisioterapia!
A Musicoterapia objetiva desenvolver potenciais e/ou restabelecer funções do indivíduo para que ele/ela possa alcançar uma melhor integração intra e/ou interpessoal e, conseqüentemente, uma melhor qualidade de vida, pela prevenção, reabilitação ou tratamento.
Muita gente se beneficia com a música. Entre estas estão incluídas pessoas com dificuldades motoras, autistas, pacientes com deficiência mental, paralisia cerebral, dificuldades emocionais, pacientes psiquiátricos, gestantes e idosos. O trabalho musicoterápico pode ser desenvolvido dentro de equipas de saúde multidisciplinares, em conjunto com médicos,fonoaudiólogos, fisioterapeutas e educadores.Também pode ser um processo autônomo realizado em consultório.


O uso da música como método terapêutico vem desde o início da história humana. Alguns dos primeiros registros a esse respeito podem ser encontrados na obra de filósofos gregos pré-socráticos.O processo da musicoterapia pode se desenvolver de acordo com vários métodos. Alguns são receptivos, quando o profissional toca música para o paciente. Este tipo de sessão normalmente se limita a pacientes com grandes dificuldades motoras ou em apenas uma parte do tratamento, com objetivos específicos. Na maior parte dos casos a musicoterapia é ativa, ou seja, o próprio paciente toca os instrumentos musicais, canta, dança ou realiza outras atividades junto com o terapeuta. A forma como o musicoterapeuta interage com os pacientes depende dos objetivos do trabalho e dos métodos que ele utiliza.


"A música atinge em cheio o sistema límbico, região do nosso cérebro responsável pelas emoções, pela motivação e pela afetividade", explica Maristela Smith, coordenadora da Clínica de Musicoterapia das Faculdades Metropolitanas Unidas, em São Paulo.Esse é ponto chave da musicoterapia: um método que usa o passado sonoro para tratar males de todo tipo.

Na fisioterapia infantil a musicoterapia só acrescenta. Um sessão se torna uma "festa" quando se coloca música, ainda mais quando realizada por profissional qualificado. A criança interage muito mais, os objetivos fisioterápicos são alcançados mais rápido, além de proporcionar muito mais prazer. O fato de se colocar música no momento da sessão já modifica o tônus, os batimentos cardíacos, frequência respiratória entre outros parâmetros. Quando a fisioterapia e musicoterapia estão juntas no mesmo momento, quem sai ganhando é o paciente. Os profissionais se sentem realizados por verem seus resultados. E a família certa de que está no caminho correto!


Estudos provam que o cérebro dos músicos tem mais massa cinzenta particularmente nas regiões responsáveis pela audição, visão e controle motor. Mesmo aqueles que não tabalham com a música mas que a tem no seu cotidiano têm estímulos cerebrais bastante intensos nessas áreas. Por esta razão a fisioterapia motora infanti,l que é justamente a busca pelo controle motor e aprimoramento do mesmo, se beneficia tanto da musicoterapia.


Por todas essas razões, a linguagem musical tem sido apontada como importantíssima área de conhecimentos a ser trabalhada na Educação Infantil, ao lado da linguagem oral e escrita, do movimento, das artes visuais, da matemática e das ciências humanas e naturais.
Se preocupe com isso! Observe seu filho. Será que ele está ouvindo música suficiente? Pense no seu paciente. Será que não poderia inserir a música na sessão?

segunda-feira, 23 de setembro de 2013

Fones de ouvido e música alta fazem jovens perder audição cada vez mais cedo, diz especialista

Foto: Daniel Grill/Tetra Images/Corbis
Estudos elaborados por universidades de todo o mundo mostram que a perda de audição tem se tornado cada vez mais comum entre a população jovem. A causa? A poluição sonora das ruas, as vozes e ruídos intensos no trabalho e o mais prejudicial e perigoso: o som alto que sai dos fones de ouvido conectados ao iPod ou aparelho MP3. De acordo com o otorrinolaringologista do Hospital Federal da Lagoa/RJ, Leopoldo Simões, nossos ouvidos são capazes de tolerar, sem danos, no máximo 80 decibéis por até oito horas diárias.  “Ouvir musica com volume muito alto pode ocasionar perda auditiva em virtude de lesão das células responsáveis pela audição localizadas na orelha interna. Com o fone é ainda pior, pois a fonte sonora está mais próxima à parte interior, ao passo que o som ambiente pode se dissipar”, afirma.
Simões diz que a perda auditiva gradual é comum a partir da terceira e quarta décadas da vida, tanto por fatores genéticos quanto ambientais. Com o abuso de tecnologias sonoras, os jovens acabam acelerando esse processo. Em alguns casos, o prejuízo não pode ser recuperado. “A perda de audição pode ser reversível dependendo da causa. O reestabelecimento visa substituir a função  da estrutura acometida, fazendo com que a onda sonora seja transformada em onda elétrica até sua chegada ao córtex cerebral, onde teremos consciência do  som  captado no  ambiente”, explica o médico.
Sejam jovens ou com mais idade, todas as pessoas que trabalham com fones de ouvido – como os atendentes de telemarketing e recepcionistas – devem ficar atentas à saúde auditiva. “Eles  devem fazer rodízio de  orelha  a  cada  45 minutos  ou  hora  de  trabalho, para  descanso alternado.” Também é importante fazer exames de audiometria a cada seis meses ou anualmente, de acordo com o caso, e evitar ambientes com ruídos intensos.
O médico afirma ainda que é comum não perceber a perda de audição imediatamente e que muitas pessoas só descobrem o prejuízo auditivo quando o quadro está mais agravado. “Normalmente quem está começando a perder a audição não se queixa. Mas à medida em que o déficit aumenta, o indivíduo começa a reclamar que as pessoas estão falando baixo e que não consegue entender o que os outros falam. Na realidade, é a audição dele que já está em perda, pelo menos moderada.”. Ao perceber qualquer alteração no ouvido ou na audição, é imprescindível buscar ajuda de um otorrinolaringologista.
Fonte: Larissa Domingues / Agência Saúde

MAIS MÉDICOS

CRMs só podem exigir documentos estabelecidos pela MP do Mais Médicos

Parecer da presidenta Dilma e da AGU define que registro dos médicos estrangeiros deve ser emitido a partir da entrega de diploma, habilitação e declaração de participação no programa
Para emissão de registro profissional aos participantes do Mais Médicos, os conselhos regionais de medicina (CRMs) em todo o Brasil só podem exigir os documentos estabelecidos pela Medida Provisória (MP) 621/2013 que instituiu o programa. Foi o que determinou o parecer 051/2013, assinado pela presidenta da República, Dilma Rousseff, e pelo Advogado-Geral da União, ministro Luís Inácio Adams, publicado nesta segunda-feira (16) no Diário Oficial da União. O parecer tem força de lei, e os conselhos que exigirem documentos extras cometerão ação de improbidade administrativa, estando sujeitos a ações judiciais.
Conselhos de diferentes estados do país estavam exigindo informações extras, tais como: revalidação de diploma, os nomes do tutor e do supervisor e o endereço das Unidades Básicas de Saúde (UBS) onde os profissionais iriam atuar. A medida provisória do Programa Mais Médicos estabelece que os CRMs devem exigir da coordenação do programa a declaração de participação do profissional;  cópia de documentos que comprovem nome, nacionalidade, data e lugar do nascimento, filiação; habilitação profissional para o exercício de Medicina e diploma expedido por instituição de educação superior estrangeira.
Para o ministro Adams, as exigências dos conselhos regionais têm conteúdo político, não jurídico nem técnico. “Esta é uma reação política, corporativa, que não está atenta à necessidade da população brasileira. A finalidade é impedir o andamento do programa. Qualquer negação de registro é descabida, indevida e viola a lei. Não podemos aceitar que o programa seja atacado com medidas postergatórias”, declarou durante coletiva à imprensa na sede do AGU, em Brasília, nesta segunda-feira (16).
“Por conta destas exigências, desde o final de agosto nenhum registro provisório dos 682 médicos participantes do programa foi emitido. E só conseguimos protocolar 624 pedidos de registro”, afirmou o secretário de Gestão da Educação e do Trabalho em Saúde do Ministério da Saúde, Mozart Sales.
O ministro Adams afirmou que há por parte dos conselhos tentativa de intimidar os tutores como se eles fossem solidariamente responsáveis pelos atos profissionais dos médicos estrangeiros participantes do programa. “É responsabilidade do médico a prática”, frisou. No entender da AGU, ao exigirem do médico estrangeiro do nome de tutor ou supervisor, os CRMS estão se negando a exercer função que é deles, de fiscalizar a atuação do profissional.“O governo não quer excluir os conselhos do programa, ao contrário, eles são parte essencial deste processo, tem papel de fiscalizar a atuação destes profissionais”, esclareceu.
O parecer publicado nesta segunda-feira (16) também esclarece que os médicos participantes do programa são responsáveis pelos seus atos profissionais, conforme determinação do Código de Ética Médica, o que afasta qualquer responsabilidade subsidiária dos tutores e orientadores do programa. “Os conselhos profissionais são entidades paraestatais, têm competência delegada pelo estado. Não são um estado dentro do estado”, afirmou o ministro Adams.
A norma assinada pela presidenta Dilma estabelece que os conselhos federal e regionais de Medicina são entidades de natureza autárquica e exercem funções delegadas pelo poder público. Dessa forma, estão submetidos aos princípios que regem a administração pública, isto é, não tem governabilidade própria.

UFC abre concurso com 45 vagas em diversas áreas

A Universidade Federal do Ceará (UFC) está com inscrições abertas para concursos visando a contratação de técnicos-administrativos. Ao todo estão sendo ofertadas 45 vagas distribuídas entre funções dos níveis fundamental, médio e superior.
O Edital nº 333/2013 está disponibilizando oito vagas nas seguintes funções: Administrador, Arquivista, Biólogo, Economista, Historiador, Museólogo, Nutricionista e Técnico em Contabilidade. De acordo com o edital, todos os postos correspondem a uma vaga cada e são destinadas a ao Campus de Fortaleza, exceto Administrador e Nutricionista, com lotação no Campus de Crateús.
Clique AQUI para ler o Edital 333/2013
Já o edital de nº 334/2013 seleciona para os seguintes cargos: Engenheiro de Teleinformática, Jornalista – Assessoria de Imprensa, Jornalista – Televisão, Médico – Patologia, Médico Veterinário, Tradutor Intérprete em Língua Inglesa e Fotógrafo. Para essas funções são ofertadas uma vaga para cada cargo.
Técnicos de Laboratório nas habilitações em Teleinformática, Microscopia Eletrônica, Microscopia Óptica, Química e Fertilidade de Solos, Biotério, Movimento Humano, Eletromecânica, Ótica, Telefonia, Física e Química, disporão de onze vagas no total.
Para Tradutor e Intérprete de Linguagem de Sinais, Contramestre/Sistemas Gráficos serão ofertadas um total de 12 vagas. De acordo com o edital, todas as vagas são lotadas no Campus de Fortaleza, exceto os cargos de Técnico de Laboratório em Química e Física, destinados ao Campus de Russas.
Clique AQUI para ler o edital 334/2013.
Para mais informações, ligue para a Divisão de Planejamento e Movimentação de Pessoal da Progep – fone: (85) 3366 7407 ou clique AQUI e acesse o site da Coordenadoria de Concursos.
Via: Blog Sobral em Revista.