segunda-feira, 14 de outubro de 2013

Nova substância pode levar à cura do Alzheimer e do Parkinson

Pesquisadores da Universidade de Leicester, na Grã-Bretanha, descobriram a primeira substância química capaz de prevenir a morte do tecido cerebral em casos de doenças que causam degeneração dos neurônios, como Alzheimer, mal de Parkinson e doença de Huntington. Para a descoberta chegar aos pacientes, ainda é necessário que seja desenvolvido um medicamento com a substância.
Nos testes feitos com camundongos em laboratório, cientistas identificaram que a substância pode prevenir a morte das células cerebrais causada por doenças priônicas – que afetam as estruturas cerebrais ou outros tecidos neurais, que podem atingir o sistema nervoso tanto de humanos como de animais. A equipe do Conselho de Pesquisa Médica da Unidade de Toxicologia da universidade priorizou os mecanismos naturais de defesa formados em células cerebrais.
O estudo, publicado na revista científica Science Translational Medicine, aponta que o composto foi originalmente desenvolvido para uma finalidade diferente, mas foi capaz de entrar no cérebro a partir da corrente sanguínea e parar a doença. No entanto, a substância, além de proteger o cérebro, causou a perda de peso nos ratos com diabetes, devido a danos no pâncreas.
Os pesquisadores estudaram camundongos com doença de príon, porque esses ratos atualmente fornecem a melhor representação em animais de doenças neurodegenerativas humanas, em que o acúmulo de proteínas deformadas está relacionado com a morte das células cerebrais.
Segundo o líder da equipe, professor Giovanna Mallucci, o estudo anterior já previa que esse caminho poderia ser um alvo para a proteção das células do cérebro em doenças neurodegenerativas. O tratamento precisa ser aprimorado para ser usado em seres humanos.
“Ainda estamos muito longe de uma droga útil para seres humanos – este composto tem efeitos secundários graves. Mas [é importante] o fato de que nós estabelecemos que esta via pode ser manipulada para proteger contra a perda de células cerebrais. Em primeiro lugar, com ferramentas genéticas, e, agora, com um composto, significa que o desenvolvimento de tratamentos medicamentosos visando a esse caminho para príon e outras doenças neurodegenerativas é uma possibilidade real “, disse Giovanna Mallucci.

 

Fisioterapia Respiratória

 

fisioterapia respiratoria Ar puro. A confirmação da existência desse benefício natural em grandes centros urbanos é cada vez mais rara. Os males causados ao meio ambiente trazem um resultado possivelmente catastrófico para o homem: a complicação na hora de respirar. A Fisioterapia Respiratória tem esse cuidado como objetivo: um tratamento específico diante dos males causados pelas doenças que comprometem o sistema respiratório humano, tendo a asma, a insuficiência respiratória, a bronquite e a tuberculose como bons exemplos desses males.
O que é?
O objetivo da Fisioterapia Respiratória não se restringe apenas ao tratamento, englobando também a prevenção às doenças respiratórias. Além disso, as técnicas aplicadas visam à liberação das vias respiratórias, a fim de retirar os impedimentos que o ar encontra ao passar por elas. O fisioterapeuta procura aumentar a capacidade ventilatória dos pulmões de seu paciente, utilizando-se de aparelhos específicos para a mobilização da secreção para facilitar a sua retirada.
Os exercícios respiratórios são de extrema importância para o andamento do tratamento junto à aplicação das demais técnicas da Fisioterapia Respiratória. Os exercícios propõem a melhora na condição respiratória do paciente a partir da mobilização dos músculos ventilatórios que compõem seu sistema respiratório e pode ainda ser realizada em uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI), incluindo aqui pacientes que estejam entubados, necessitando da ajuda de aparelhos para respirar.
A Fisioterapia Respiratória atua ainda como forma de prevenção para o aparecimento de complicações respiratórias dos pacientes, considerando principalmente aqueles que estejam internados e imobilizados. Esses certamente precisam realizar tanto a fisioterapia motora quanto a respiratória durante sua permanência no leito hospitalar, a fim de garantir a melhoria na condição geral do paciente por meio de técnicas que contemplem ambos os sistemas, respiratório e cardiovascular.

quinta-feira, 10 de outubro de 2013

Condromalácia patelar


O que é condromalácia?
Condromalácia é uma degeneração da superfície da cartilagem localizada na parte posterior da rótula resultado da fricção do côndilo femoral na mesma, ou pelo crescimento anormal da cartilagem. Também chamado de "joelho de corredor", pois é muito comum entre os corredores no atletismo (Dryburgh, 1988).
Esta condição, resultante de desgaste, que se sofreu especialmente em crianças e adolescentes que cresceram rapidamente num curto espaço de tempo, atletas e pessoas sedentárias que a tensão da articulação do joelho e pessoas com músculos extensores do joelho com deficite de força, como nos quadríceps. Mais comum em mulheres que em homens (Haspl et al, 2001).
Sintomas externos são ranger ou sensação de moagem, quando o joelho é estendido e dor na parte da frente do joelho (o que é pior depois de se sentar por longos períodos ou subir escadas (DeHaven, 1980). Também pode ser acompanhado por crackling ou popping ao toque (Shahady e Petrizzi, 2004).
Quando o joelho está em um ângulo de 90 º de flexão é quando a patela, conseqüentemente, sofrem mais desgaste. Não é na extensão total ou flexão completa que se verifica maior compressão contra o apófise femoral como nesta posição em que o tendão do quadríceps absorve a carga entre o trocânter femoral (Hans-Uwe Hinrichs, 1999).
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Figura 1. A imagem é observada como na posição sentada (joelho de 90 graus), há uma erosão da cartilagem que está localizado a apenas atrás da rótula. Isto causa dor e encaixando no joelho em ações como em pé ou andando (ADAM, 2008).
Mas há sempre o resultado de desgaste e esforço em ângulos de flexão. Às vezes, é porque
1. Desequilíbrio entre vasto medial e vasto lateral, o que faz com que o joelho rode para dentro, a rotula em movimento e, finalmente, desencadeia o desgaste.
2. Outra causa é devido a ancas largas, tendo o sujeito que rodar o fêmur para dentro, para andar com os pés alinhados, causando o deslocamento da patela. E assim, por sua vez maior desgaste da cartilagem. A condromalácia é mais comum em mulheres que em homens.

Reabilitação da condromalácia patelar: uma revisão
A origem da condromalácia é o enfraquecimento dos músculos extensores do joelho (Haspl et al, 2001). No início dos anos 80 em academias convencionais, a recuperação conseguia-se trabalhando os músculos com exercícios isométricos, mantendo um ângulo do joelho por um determinado tempo e uma carga adicional com excesso de peso (Zentralbl Chir, 1983).
Mas o avanço da eletrônica e tecnologia da informação faz com que hoje as máquinas isocinéticas são as mais recomendadas (Figura 2). Estas máquinas são capazes de contração muscular tem a mesma intensidade, independentemente do ângulo do joelho. Assim, ganha força em todos os ângulos do mesmo movimento.
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Figura 2 . Máquina isocinético extensor do joelho
Isto é demonstrado em diversos estudos que trabalharam com ganhos de força isocinética em pessoas com essa síndrome, como Hazneci et al. (2005) que determina a progressão de intensidade em velocidades angulares: Nos primeiros dias de reabilitação: baixa velocidades angulares (60 graus por segundo) e no final da recuperação: alta velocidade (180 graus por segundo).
Também recomendou exercícios proprioceptivos para as articulações da anca, joelho e tornozelo por parte do terapeuta (Lowry, Cleland & Dyke, 2008). Na mesma linha, Brukner (2006) demonstra, através de testes de ressonância magnética, que alem de problemas no joelho, também problemas que afetam as costas e anca, e desalinhamento de membros e descompensação muscular.
Um estudo muito interessante feito por Stathopulu e Baildam em 2003, acompanhou as 22 pessoas que tinham condromalácia patelar com idades entre (4-18 anos), considerando que das 22 pessoas: 8 continuou com problemas diários irritantes, 2 semanais e 10 às vezes. Apenas 2 pessoas neste estudo disseram não terem tido mais aborrecimentos.
Talvez esse estudo deveria ter sido feito em uma grande população de pessoas com essa síndrome, e não tão poucos. Mas esses dados nao devem ser tomados com ceticismo, pois vamos mostrar que em muitos casos, a recuperação é inteiramente satisfatória. Isto é de importância vital na recuperação do paciente.
Quanto à cirurgia, num relatório de Haven, Dolan & Mayer (2003) nas suas pesquisas, apenas 8 em cada 100 pacientes necessitaram de intervenção cirúrgica. Este autor refere-se àqueles pacientes apareceram na consulta com problemas, e que agora não tem problemas.


Condromalácia e exercício
Aqueles que sofrem esta lesão, vão para um ginásio indicado por um especialista hospitalar ou um centro de fisioterapia. Muitos desses pacientes eram atletas ativos que não conseguem realizar seu esporte para se recuperar desta doença. Mas é possível realizar este tipo de treino fora da fisioterapia ou hospital, tendo em mente certas considerações.
Uma das primeiras considerações a ter em mente é que o exercício tem de visar a população em geral, especialmente as pessoas com condromalácia, é um exercício que deve ser saudável . Equilibrado em termos de músculos agonistas e antagonistas funcionou.
Seguintes Professor Manuel López Becerro (2000): "Qualquer programa de exercícios físicos que objective ganho de saude, deve consistir de tonificação, alongamento e atividades cardiovasculares."
Então, vamos mostrar o que seria uma proposta para o exercício saudável para pacientes com condromalácia patelar, reunidos estes três campos.
Tonificação
Na sala de musculação. Fortalecimento da parte superior do corpo e fáscia abdominal (músculos lombares e abdominais) de acordo com métodos e sistemas utilizados por outras pessoas. Treino padronizado.
No caso da parte inferior do corpo:
A. Quadríceps máquina. ATENÇÃO: Não iniciar o exercício do "bottom", como fazem outros usuários do ginásio. Ele colocou a máquina para iniciar o exercício de extensão, com o joelho em extensão quase completa. Faça a contração isométrica por 15 segundos. 3 x sessão. 1 minuto entre as séries. Progressão quinzenal. Semanal: 3 dias / semana. (Figura 4).
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Figura 4 . Contração isométrica do quadríceps. O exercício começa quase em extensão completa
B. Quadríceps máquina. A máquina será colocada na mesma posição como na figura anterior (Figura 4). Haverá deslocamento de 10° para extensão completa. No final, o joelho é girado para dentro, para ativar o vasto medial. 3 x 12 repetições. Um minuto de descanso entre as séries. Aumento progressão quinzenal. Semanal: 3 dias / semana.
C. Isquiotibiais máquina (Figura 5). Realizar uma flexão isométrica de joelho de apenas 5 seg., 3 x 12 repetições. Um minuto de descanso entre as séries. Aumento progressivo quinzenal. Semanal: 3 dias / semana. Quando se sentir melhor, pode ir progredindo ate aos 10º de flexão.
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Figura 5 . Contração isométrica dos músculos isquiotibiais. O exercício começa quase em extensão completa
Nota: É comum nos atletas com condromalácia usarem uma banda elastica no joelho, a patela (um tipo de luva neoprene no joelho com um furo no centro para libertar a rótula). Este tipo de protetor é muito útil para andar, e também para treinamento de força na academia. Um estudo realizado por Van Tiggele et al.(2005) comprova isso. 167 soldados belgas divididos em grupo controle, sem nenhum tipo de protetor, e outro grupo experimental com protetor de rotula, após seis semanas de treinamento intenso começaram a surgir problemas no joelho em indivíduos que não usavam protetores. Portanto, parece que o uso desses protetores de colocar a rotula no lugar é vantajoso.
Aeróbico
Na piscina . Faça crawl com frutuador entre as pernas (Figura 6). Dessa forma, não irá dobrar o joelho, os músculos vão estar trabalhando de forma isométrica e consegue-se o objectivo de melhorar a qualidade e resistência cardio-pulmonar. Comece com uma série de 25 metros, alternando os dois estilos mencionados acima, de migração gradual para séries mais longas e maior volume de metros em cada treino. Vocês devem ter freqüência cardíaca ea intensidade do exercício aquático nunca deve exceder 85% sua freqüência cardíaca máxima (Lopez, 2007).
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Figura 6 . Natação não exerce qualquer ação da parte inferior
Flexibilidade
Exercite todos os músculos envolvidos em cada sessão de treino. Assim, quando o treino é feito em sala de pesos e piscinas. É vital a felxibilização de músculos como o femoral, isquiotibiais e quadríceps, não se esqueça do tríceps sural, adutores, quadrado lombar.
É importante lembrar que um desequilíbrio entre a flexibilidade de um agonista e antagonista pode levar-nos de volta à assimetria e, portanto, ao desalinhamento da rótula.
Alongamento deve ser feito tambem no final da sessão. Manutenção da posição durante 20 segundos. Se alguém ajudar , melhor. Você vai notar melhorias em menos tempo.
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Figura 7. genéricos exercícios de alongamento

Treino livre
No caso em que o joelho foi reforçado e a cartilagem foi regenerada pela ação farmacológica, o atleta pode participar em atividades físicas que não estão relacionados com a reabilitação, que já falamos.
Um fator importante é a perda de peso através de treinamento aeróbico na piscina. Isso fará com que haja menos stress sobre a rotula. A dieta também tem um papel importante neste processo (Zhelyazkov, 2001).
Atividades gratuitas que você pode fazer, uma vez que você se sentir melhor, e se o seu médico julgar conveniente podem ser:
Andar, correr (em superfície macia), ciclismo (aumentando a altura do selim um pouco para evitar a flexão do joelho e usar excessiva força ao pedal , golf, patins em linha ... e todos aquelas atividades que não envolvem stress e pressão para a rótula.
Por outro lado terá que fugir de todas aquelas atividades que requerem forte ação do quadríceps e isquiotibiais, e onde há mudanças de direção e / ou travagem brusca, futebol de salão, basquetebol, esqui, squash, tênis, paddle, ... Se o atleta com condromalácia decidir realizar essas atividades, é aconselhável fazê-lo com a frequência mínima semanal, eu continuei com as atividades físicas acima aconselhadas para fortalecer o joelho (Chicharro Lopez, 2006).
Como mencionado acima, esta é apenas uma proposta que deve ser ajustada à sua atividade profissional e / ou medicina do esporte para as características dos pacientes de acordo com sua aptidão, idade, outras doenças, etc ... Mas, em no entanto, ela abre possibilidades para uma recuperação da condição fisica que, em muitos casos provocou o abandono da atividade física.
Bibliografia
· Becerro, M. (2000). Atividade física e saúde para o desafio do século XXI. In: Congresso Internacional de Educação Física. Jerez. ISBN: 84-431233-6-6.
· Brukner PD, Crossley KM, Morris H, Bartold SJ, Elliott B. (2006). Avanços recentes na medicina esportiva. Med J Aust . 20 de fevereiro, 184 (4) :188-93.
· DeHaven KE, Dolan WA, Mayer PJ (2003). Condromalácia patelar do joelho e dolorosa. Am Fam Physician . Jan, 21 (1) :117-24.
· Diaz, Petit, J. Carril De Sande, M. ª L., Gabriel Serra, M. ª R. (2003). fisioterapia em traumatologia, ortopedia e reumatologia . Ed: Springer-Verlag Ibérica.
· Dryburgh, DR (1988). Condromalácia patelar. In: Jornal Teoria Fisiologia Manipulativa . Junho, 11 (3) :214-7.
· Hans-Uwe Hinrichs (1999). lesões esportivas. Prevenção, primeiros socorros, diagnóstico e reabilitação . Ed: Hispânico-europeu.
· Haspl M-Simunjak Dubravcić S, Bojanic I, Pecina M. (2001). Dor no joelho anterior associado com esportes e trabalho. In: Arh Hig Rada Toksikol . Dez, 52 (4) :441-9
· Hazneci B, Yildiz Y, Sekir U, T Aydin, Kalyon TA. (2004). Eficácia do exercício isocinético no senso de posição articular e força muscular na síndrome de dor femoropatelar. In: Knee Surg Sports Traumatol Arthrosc . Setembro, 12 (5) :434-9. Epub 2004 03 de abril
· Chicharro Lopez, J. Vaquero & Fernández, A. (2006). Fisiologia do Exercício . Ed: Panamericana.
· Shahady, J. Edward e Petrizzi, Michael J. (2004). Sports Medicine para técnicos, treinadores e monitores . Ed: octaedro.
· Lowry CD, Cleland JA, K Dyke, de 2008. Manejo de pacientes com síndrome de dor femoropatelar uma abordagem multimodal usando:. Uma série de casos J Orthop Sports Phys Ther . Novembro, 38 (11) :691-702.
· Stathopulu E, Baildam E. . (2003) a dor do joelho Anterior: a longo prazo follow-up.1: Reumatologia (Oxford). Fevereiro, 42 (2) :380-2
· Van Tiggele D, E Witvrouw, Roget P, D Cambier, Danneels L, R Verdonk (2005) Efeito do uso da órtese sobre a prevenção da dor anterior do joelho -. Um estudo prospectivo e randomizado Am J Phys Med Rehabil . Julho, 84 (7) :521-7
· Zentralbl Chir. (1983) Conceitos atuais da etiologia da condromalácia patelar e tratamento . 108 (19) :1204-10.
· Zhelyazkov, T. (2001). Fundamentos do treinamento atlético . Paidotribo Ed.

Experiência bem sucedida traz esperanças de tratar mal de Alzheimer

Composto químico conseguiu bloquear os danos cerebrais ocasionados pela doença

AFP
Cientistas afirmam que ainda estão longe de um medicamento
Cientistas anunciaram esta quinta-feira ter descoberto um composto químico que, em ratos de laboratório, bloqueia uma doença dos príons, o que poder representar uma nova possibilidade terapêutica para tratar doenças como o mal de Alzheimer e o Parkinson.
Estes resultados, obtidos por cientistas britânicos, ainda estão muito distantes de um possível desdobramento em humanos, mas podem representar uma nova estratégia contra doenças neurodegenerativas como o Alzheimer e o Parkinson, que partilham mecanismos comuns com as doenças dos príons.
Em artigo publicado na revista americana Science Translational Medicine, este composto químico, administrado a camundongos, conseguiu bloquear os danos cerebrais, ocasionados por uma doença de príons, implicando um mecanismo de defesa natural celular, relativizou a principal responsável desta pesquisa, realizada pela Universidade de Leicester, Giovanna Mallucci, visto que o composto químico em questão "tem efeitos colaterais graves".
— Nós ainda estamos longe de um medicamento utilizável no homem. Mas o fato de estabelecer que este mecanismo de ação pode ser usado para proteger a perda de células do cérebro (...) significa que há uma possibilidade real de desenvolver tratamentos combatendo esta vista contra as doenças de príons e as outras doenças neurodegenerativas.
Declarou o professor Mallucci à agência de notícias britânica Press Association. O composto conhecido com o nome do laboratório GSK2606414 (produzido pela firma farmacêutica britânica GlaxoSmithKline) foi testado com 29 camundongos infectados pelos príons que provocou as encefalopatias, entre as quais a síndrome de Creutzfeldt-Jakob.
Eles foram comparados a um grupo de camundongos cujo cérebro também foi infectado por príons e que não ingeriram o composto.
As cobaias que foram tratadas sete semanas após terem sido infectadas pelos príons não sofreram perda de memória em um teste que consistiu em reconhecer um objeto familiar (enquanto aqueles tratados nove semanas após a infecção demonstraram ter problemas de memória).
Exame no cérebro dos camundongos confirmou a tendência a apresentar danos cerebrais naqueles tratados sete semanas após a infecção por príons.
Em comentário em separado publicado pela revista americana, os especialistas de neurociência Wiep Scheper e Jeroen Hoozemans, da Universidade Livre de Amsterdã, consideram que esta pesquisa poderá abrir uma nova estratégia terapêutica.
Mas pedem prudência porque os camundongos são modelos limitados para as doenças do cérebro humano e também porque o composto químico utilizado tem efeitos colaterais no pâncreas, com o desenvolvimento de diabetes e a perda de peso.

terça-feira, 8 de outubro de 2013

Cientistas argentinos avançam em tratamento celular na retina

Cientistas estudam células obtidas a partir do tecido adiposo


EFE
Cientistas avançam em tratamento de problemas de visão Getty Images

            Uma equipe de cientistas argentinos conseguiu um avanço significativo para o tratamento futuro de problemas de visão ao obter, em laboratório, células progenitoras da retina a partir de células-tronco adultas provenientes de tecido adiposo.
O trabalho é do Centro de Pesquisa em Engenharia de Tecidos e Tratamento Celulares (CIITT) da Universidade Maimónides, de Buenos Aires. O diretor da entidade, o médico Gustavo Moviglia, disse que "isso nos dá uma grande possibilidade porque começamos a produzir a partir das células do próprio indivíduo outras que têm um potencial terapêutico".
Ao contrário de outras pesquisas, onde são utilizadas células embrionárias ou modificadas geneticamente em um laboratório, os cientistas argentinos trabalharam a partir de células obtidas de tecido adiposo.
— Foi um grande desafio, porque de todas as células, a com menos certeza de que podiam ser transformadas em células dos olhos eram as do tecido adiposo. Nós tivemos sorte.
Principal causa de cegueira em idosos é desconhecida pelos brasileiros, revela pesquisa
Moviglia, que tem 27 anos de experiência de pesquisa na área da biologia celular, explica que o processo implica a utilização de um subgrupo de linfócitos específicos em um cultivo junto a células do tecido adiposo do paciente, que desta forma conseguem se diferenciar para obter células com potencial reparador da retina.
— Com esta população de linfócitos, as células de gordura, no dia seguinte, eram um pouco diferentes. E, ao terceiro dia, começaram a formar as estruturas próprias do olho, ou seja, as células já adquiriram não só os marcadores do olho, mas também as formas, como os cones ou os bastões.
Cirurgias devolvem a paciente visão de olho após 55 anos
De modo similar, no passado, a equipe do CIITT demonstrou que pode obter a partir de cultivos com linfócitos células progenitoras neurauis, ósseas e de ilhotas de Langerhans (ilhotas pancreáticas). Agora, com o resultado alcançado, a equipe já iniciou a fase de aplicação em ratos.
Em seguida, será testado o tratamento em humanos com problemas de degeneração na retina por idade, uma patologia muito comum em idosos, embora potencialmente o tratamento também possa ser aplicado em casos de retinopatias de origem genérica.
Muitas vezes, nos tratamentos genéricos, são utilizadas células da medula óssea, mas sua extração é dolorosa; por outro lado, para obter gordura amarela, é necessária apenas a aplicação de anestesia local para extraí-la de debaixo da pele. Além disso, há outra vantagem fundamental: há maior e melhor qualidade de células-tronco na gordura do que na medula óssea.
— À medida em que uma célula-tronco vai se dividindo, com o tempo, vai envelhecendo. Um paciente de 60 anos tem as células-tronco de sua medula óssea trabalhando sete dias da semana, 24 horas do dia. Por outro lado, a gordura trabalhou muito pouco. Comparativamente, as células da gordura são mais jovens porque trabalharam menos.
O pesquisador declarou que também foi constatado que, no mesmo volume de medula óssea e de gordura, há dez vezes mais células-tronco no de gordura do que na medula óssea. Por outro lado, ao contrário de outros tratamentos celulares, onde são utilizadas células embrionárias ou geneticamente modificadas com presença de oncogenes (genes presentes em tumores), este tipo de células, obtidas a partir de tecido adiposo, não gera tumores nem doenças autoimunes.
Além disso, as células obtidas "in vitro" capazes de regenerar a retina, por provirem de gordura do próprio paciente (células autólogas), não produzem rejeições. Outro dos aspectos positivos deste avanço é o fato do tempo demandado pelos procedimentos para incubar no laboratório as células progenitoras da retina, que é de apenas dois dias, enquanto com outras técnicas ele é de cerca de quatro semanas.
Esta redução se traduz em menores gastos, pois estes procedimentos têm "um grande custo de laboratório" e "por cada dia que se guarda uma célula em uma garrafa de cultivo, se acrescenta um custo significativo", indicou Moviglia.

Endometriose 

A endometriose é uma doença caracterizada pela implantação de fragmentos do tecido que reveste a parte interna do útero – o endométrio – fora da cavidade uterina.
Essa condição tem sido estudada há muitos anos, mas seus mecanismos ainda não são totalmente conhecidos. Supõe-se que, quando a mulher menstrua, minúsculos pedaços do endométrio, em vez de serem eliminados, subam pelas trompas, implantem-se na cavidade abdominal adjacente e cresçam sob a ação dos hormônios.
O problema é que, a cada ciclo menstrual, esse tecido endometrial implantado em outras regiões abdominais – sobretudo nos ovários, nas trompas, na superfície externa do útero e na área entre a vagina e o reto – também sangra, provocando sintomas incômodos e algumas vezes incapacitantes.
Apesar disso, a endometriose não costuma evoluir para formas mais graves ou para câncer. Sua conseqüência mais importante é a infertilidade, que pode ocorrer em mulheres com a trompa obstruída ou deformada, ou mesmo por uma combinação de fatores hormonais e imunológicos.
Estima-se que de 10% a 15% da população feminina em idade reprodutiva tenha endometriose, mas nem todas as mulheres apresentam dificuldade para engravidar.
Causas e sintomas
O sintoma mais característico é a cólica menstrual de forte intensidade, que não melhora facilmente com analgésicos, a ponto de incapacitar a mulher para exercer suas atividades cotidianas.
Além disso, a endometriose causa dores nas relações sexuais, irregularidade nos ciclos menstruais, alterações intestinais e urinárias durante a menstruação, como dor à micção e à evacuação ou mesmo diarréia, e a já mencionada infertilidade.
A tentativa malsucedida de engravidar por mais de um ano, associada a esses sinais clínicos, é fortemente indicativa do quadro. Nos casos mais avançados da doença, a mulher pode ter cólicas crônicas, ou seja, também fora do período menstrual.
Assim como seus mecanismos, as causas da endometriose não estão totalmente claras. Uma das correntes mais aceitas diz respeito à participação da imunidade no processo de implante do endométrio no exterior do útero. O natural seria que esse tecido fosse rejeitado fora de seu ambiente natural, mas o sistema imunológico, por alguma razão, impede essa rejeição, permitindo que o tecido endometrial se fixe e se aprofunde na cavidade abdominal, dando origem à doença.
Alguns fatores também parecem predispor a mulher a ter a endometriose, entre os quais o número de menstruações, que hoje é dez vezes maior do que no início do século passado. Fala-se, ainda, em um componente hereditário como fator de risco, não obstante a dificuldade de identificar mulheres mais velhas com endometriose, já que, não faz muito tempo, a condição era mal diagnosticada.
Exames e diagnósticos
O diagnóstico exige uma combinação entre avaliação da história da mulher, exame ginecológico bem-feito e resultados de métodos diagnósticos complementares, entre os quais o teste para dosar uma substância considerada como um marcador de endometriose, o CA-125, a ultrassonografia da pelve por via transvaginal, a tomografia computadorizada e a ressonância magnética.
A confirmação, no entanto, vem com a análise de fragmentos das lesões, que geralmente são retirados pela videolaparoscopia, um procedimento cirúrgico usado também para o tratamento da endometriose.
Nessa intervenção, o médico visualiza a região pélvica e abdominal por meio de uma microcâmera, faz a biópsia, retirando fragmentos das áreas suspeitas para posterior análise, e já destrói os focos encontrados, tudo por meio de minúsculas incisões.
Tratamento e prevenções
O tratamento tem o objetivo de aliviar a dor, reduzir o tamanho dos implantes, impedir a progressão da doença, restaurar a fertilidade e evitar o surgimento de novos focos.
Para os casos de endometriose avançada, quase sempre há necessidade de cirurgia (na maioria das vezes feita por meio da videolaparoscopia) seguida de terapêutica com medicamentos que suprimem a atividade dos ovários e tornam mais lento o crescimento do tecido endometrial.
Já a endometriose inicial pode ser tratada com a própria pílula anticoncepcional combinada ou somente com a progesterona, o hormônio feminino que prepara o organismo para a gestação.
Em ambas as situações, a terapêutica deve ser combinada à prática de exercícios regulares e ao controle da ansiedade e do estresse. Vale lembrar que o ambiente hormonal da gravidez também contribui com o tratamento da endometriose.
Não há nada muito bem estabelecido para a prevenção da endometriose. Ainda assim, parece existir uma relação entre o uso de anticoncepcionais orais e a menor incidência da doença. Além disso, há indícios de que a gravidez não só ajude a tratar a doença, como também iniba o surgimento de novos implantes de endométrio fora do útero.
Em termos preventivos, contudo, o mais importante é que a mulher em idade reprodutiva visite o ginecologista anualmente para que o médico possa detectar a doença em seu estágio inicial e, assim, evitar o agravamento dos sintomas dolorosos e, sobretudo, os tratamentos mais invasivos. Vale lembrar que a endometriose não é uma doença transmissível.

O homem precisa cuidar mais de si

Diário do Nordeste, 16/7/13

Conhecer a própria saúde é vital, mas são poucos os que fazem o acompanhamento urológico anual
A maturidade provoca mudanças que independem de gêneros. Apesar das mulheres serem alvos de alertas para cuidados com a saúde, os homens também precisam fazer o mesmo. Mas não é bem o que ocorre atualmente, segundo pesquisa realizada pela Sociedade Brasileira de Urologia (SBU), em parceria com a Bayer.

Para realizá-la, foram entrevistados cinco mil homens residentes em seis capitais brasileiras com idades variadas: até 40 anos (37%), de 41 a 50 anos (27%), de 51 a 60 anos (17%), de 61 a 70 anos (10%), acima dos 70 anos (9%). O objetivo foi avaliar o conhecimento masculino sobre a própria saúde, especialmente na idade adulta e na maturidade.

Na intimidade
Antes dos resultados, é preciso saber que andropausa é a redução acentuada na produção de testosterona (hormônio masculino) em idosos. Apesar de fazer parte da fase da vida de todo homem, apenas 37% deles sabem do que se trata, enquanto 63% não conhecem o significado real do termo.

Apesar do desconhecimento, a maioria deles afirma ter algum dos sintomas próprios desta fase da vida: aumento da circunferência abdominal (31%); diminuição de pelos e alterações na pele (17%); problemas emocionais como depressão, ansiedade e irritabilidade (17%); queda no desempenho físico e mental (15%); redução do desejo sexual (11%) e ausência ou diminuição de ereções espontâneas no período da manhã (9%).

A falta de intimidade com a própria saúde é uma realidade alarmante. Segundo a pesquisa, 44% dos entrevistados nunca se consultaram com o urologista, 47% deles nunca realizaram exames para detectar o câncer de próstata, enquanto 51% desconhecem os exames para aferir os níveis de testosterona no sangue.

Papel do urologista
Diferente do que se pensa, o urologista deve acompanhar o crescimento do homem ao longo da vida, sendo o profissional de saúde que mais atende as suas necessidades de informação, desde a infância até a maturidade.

"Podemos tratar desde a fimose, na infância, e acompanhar o paciente em todas as etapas, ajudando-o a lidar com a própria sexualidade e a contornar problemas como doenças sexualmente transmissíveis (DSTs), hiperplasia prostática benigna, câncer de próstata, incontinência urinária e distúrbios androgênicos do envelhecimento masculino", explica Aguinaldo Cesar Nardi, presidente da SBU.

O médico acrescenta que a conscientização sobre os cuidados com a saúde masculina seria disseminada se houvesse acesso a urologistas por meio do Sistema Único de Saúde (SUS). "Esta é uma luta da Sociedade Brasileira de Urologia junto ao Ministério da Saúde, pois existem poucos Centros de Saúde do Homem com atendimento na rede pública de saúde", ressalta.

Diante desses dados, Nardi é enfático quanto aos benefícios à saúde do paciente em reconhecer os sinais e buscar um especialista. "A redução do hormônio masculino interfere nos volumes da massa muscular e óssea, na cognição e no raciocínio, além de reduzir a libido dos homens, causando problemas de ereção. A perda de massa óssea aumenta o risco de fratura", diz.

Conforme a pesquisa, divulgada por ocasião do Dia do Homem (15/07), apenas 24% dos homens entrevistados sabem que existe o tratamento para reposição hormonal, indicado para controlar os níveis de testosterona no organismo.

Tendo em vista a importância da conscientização sobre os cuidados com a saúde masculina, o site Bayer para Homens (site http://www.bayerparahomens.com.br/) oferece orientações sobre as doenças, os transtornos e os sintomas que podem acometê-los, além de informações sobre a relação de exames de acordo com a faixa etária.