quinta-feira, 31 de outubro de 2013

Avanços no tratamento de lesões cerebrais podem reduzir doações de órgãos

Número de pacientes com morte cerebral declarada caiu de 8,1% em 2002 para 4% em 2012

Doação de órgãos após a morte cerebral constitui uma das principais fontes para transplantes Divulgação/ GDF
O êxito na prevenção e no tratamento de traumas cerebrais na última década teve como consequência indesejada uma redução nos órgãos disponíveis para transplante, revelou um novo estudo canadense apresentado nesta terça-feira (29).
Cientistas da Universidade de Calgary examinaram 2.788 pacientes adultos com lesões cerebrais, que deram entrada nos hospitais do sul de Alberta durante um período de 10,5 anos.
Eles descobriram que o número de pacientes com morte cerebral declarada caiu de 8,1% em 2002 para 4% em 2012.
Pesquisadores criam guia para pacientes que fizeram transplante de fígado
Esta forte queda refletiu uma redução no número de mortos e feridos em acidentes de trânsito, um aumento no uso de capacetes em bicicletas e esquis, assim como avanços na hora de tratar traumas cranianos, afirmaram os cientistas.
Embora pareçam boas notícias, esses fatos não são tão bons para quem está na fila aguardando a doação de um órgão, concluíram.
Os pesquisadores afirmaram que "estes resultados podem refletir evoluções positivas na prevenção e no tratamento de traumatismos cerebrais".
— No entanto, a doação de órgãos após a morte cerebral constitui uma das principais fontes de órgãos para transplantes. Sendo assim, as descobertas podem ajudar a explicar as taxas relativamente paralisadas de doações de órgãos de pessoas falecidas em algumas regiões do Canadá, que ao mesmo tempo têm implicações importantes no cuidado dos pacientes com insuficiência terminal de órgãos.
Ceará é referência de transplantes de órgãos no País
Os resultados da pesquisa foram publicados esta semana na última edição da revista científica da Associação Médica Canadense.

Capsulite Adesiva / Ombro Congelado

INTRODUÇÃO
A capsulite adesiva, também conhecida como ombro congelado foi descrita pela primeira vez por Duplay em 1872 e nomeada de "ombro congelado" por Codman, em 1934, sendo definida como uma condição idiopática do ombro, caracterizada pelo início espontâneo de dor, e evoluindo com restrição dos movimentos da articulação gleno-umeral. Em outras palavras: Trata-se de um quadro de dor dor e limitação da ADM de ombro tanto ativa quanto passiva. A descrição anatomo-patológica (pessoal, desculpe se os hifens estiverem mal colocados, mas ainda não estou por dentro da reforma ortográfica) foi realizada por Neviaser em 1945, sendo observada inflamação do revestimento sinovial e da cápsula articular, levando à fibrose intra-articular global. A capsulite adesiva pode ser dividida em 2 tipos, as quais possuem apresentação clínica similar, diferindo apenas na etiologia:
(1) Capsulite adesiva primária, a qual se refere à forma idiopática de ombro rígido e doloroso.
(2) Capsulite adesiva secundária, a qual refere-se à perda de movimento articular resultante de algum evento desencadeante bem definido, tal como trauma, AVC, lesões do manguito rotador, fratura do membro superior, distrofia simpático-reflexa e imobilização pós cirúrgica.

A história Natural desta patologia é dividida em 3 fases as quais nem sempre são bem delimitadas uma da outra:
Fase congelante e dolorosa (10-36 semanas) - existe um aumento gradual da dor no ombro ao repouso, com a presença de dor aguda nos extremos de movimento.
Fase adesiva (4-12 meses) A dor começa a ceder, porém inicia-se uma progressiva perda de flexão da gleno-umeral, abdução e rotação interna e externa.
Fase de resolução (12-42 meses) é caracterizada por uma melhora progressiva na ADM funcional do ombro.
Apesar das evidências de ser uma patologia auto-limitada com resolução espontânea (isto é, se você considerar espontânea a recupaeração após 4 anos de início do quadro), o tratamento fisioterápico é extremamente necessário para minimizar a dor e as limitações funcionais.

Achados na Avaliação FísicaIndivíduos com capsulite adesiva frequentemente queixam-se de dor difusa no ombro, com um ponto sensível à palpação adjacente à inserção do deltóide e ocasionalmente dor irradiada para o cotovelo e, algumas vezes, irradiada para a face lateral de antebraço. A dor geralmente piora com os movimentos de ombro e melhora com o repouso. Ocasionalmente a dor é pior à noite podendo despertar o paciente. As limitações funcionais incluem dificuldades em atividades que exijam elevação do braço acima da linha dos olhos, como por exemplo alcançar um objeto em uma prateleira ou colocar roupa no varal. Vestir-se também é um problema, particularmente peças de roupa que necessitem que os braços sejam movidos em direção às costas, como por exemplo um casaco ou sutiã.
O exame físico evidencia frequentemente limitação multidirecional dos movimentos ativos e passivos da gleno-umeral. Cyriax descreve que nestes casos as restrições obedecem ao padrão capsular da articulação do ombro - Rotação externa sendo o componente mais restrito, seguido de abdução e a rotação medial sendo o componente menos restrito dos três. Existe na internet um roteiro básico de Avaliação do Ombro que acho útil ser lido.
Tratamento
O objetivo do tratamento é aliviar a dor, recuperar a ADM e minimizar as limitações funcionais. Entre as medidas de tratamento conservador (entenda conservador como não cirúrgico) podemos citar a fisioterapia, uso de anti-inflamatórios e injeções intra-articulares. manipulação sob anestesia, liberação artroscópica e cirurgia aberta são as opções mais agressivas.
Exercícios para ganho e manutenção de ADM
Exercícios para a ADM possuem dois papéis básicos no processo de reabilitação destes pacientes:
(1) Ganho, ou (na pior das hipóteses) manutenção da ADM da articulação.
(2) Minimizam a perda de massa e força muscular no braço afetado.
A importância dos exercícios não deve ser superestimada pelo terapeuta e nem pelo paciente. Eles devem ser orientados e realizados pelo paciente várias vezes ao longo do dia. Explicando: Não se deve esperar um tratamento bem sucedido se os pacientes só realizam os exercícios na sessão de fisioterapia.
- - Pausa para alguns cálculos rudimentares de matemática - -
Uma sessão de fisioterapia = aproximadamente 60 minutos (considerando um tratamento adequado em um local sério, com um fisioterapeuta competente e que não receba por convênio)
Um dia = 1440 minutos
Uma semana = 10080 minutos
Logo, se o paciente se tratar 3 vezes por semana (sendo esta uma estimativa muuuuito otimista), ele terá 180 minutos de tratamento dentro de um espaço de tempo de 10080 minutos.
Ou seja: apesar dele passar 100% do seu tempo com dor e limitação funcional, o tratamento físico só estará sendo realizado em aproximadamente 1,8% do tempo. Sinceramente: você acha que tratando seu paciente assim ele(a) vai melhorar?
--- Fim dos Cálculos Matemáticos Rudimentares - - -
Calor
A aplicação de calor no ombro, seja ele por qualquer meio, pode ajudar a manter a mobilidade da articulação e gerar alívio da dor. Sendo bastante útil imediatamente antes da realização dos exercícios terapêuticos.
Na verdade, as abordagens de fisioterapia para o ombro congelado são abundantes na internet. Segue abaixo alguns links que podem ser úteis.
Artigo da Fisioweb sobre intervenções fisioterapêuticas no ombro congelado
Tem também uma publicação sobre a base teórica que justifica o uso do conceito Maitland na capsulite adesiva, interessante
Encontrei na Revista brasileira de ortopedia um artigo de 1993 sobre o Tratamento multidisciplinar da capsulite adesiva. Embora seja um trabalho antigo, a discussão sobre o papel do médico orotpedista, do clínico de dor e do fisioterapeuta são bastante elucidativos. Me agradou particularmente a leitura do papel do ortopedista e a classificação funcional da evolução clínica do ombro congelado.
Mas guardei pro final uma pequena provocação:
Na base PEDro de fisioterapia baseada em evidência, uma revisão sistemática sobre capsulite adesiva revelou que a eficácia é incerta devido à falta de rigor metodológico dos estudos avaliados. Quem quiser pode baixar Physical Therapy for Adhesive capsulitis.pdf
Tem também um trabalho que investigou os efeitos do Ultra-Som na capsulite adesiva e concluiu que o US não ofere benefício adicional ao tratamento Effectiveness of therapeutic ultrasound in adhesive capsulitis.pdf
E outros 2 interessantes

segunda-feira, 28 de outubro de 2013

O que é melhor para a saúde: café ou vitamina de frutas?

Cafeína pode deixar a pessoa mais alerta e melhorar o humor.

Consumo moderado de café pode oferecer uma pequena proteção, levando a uma suave queda da mortalidade (por várias causas) em pessoas que consomem a bebida BBC
Uma bebida é feita com frutas e a outra tem cafeína, portanto a tendência é todos pensarem que uma vitamina de frutas é mais saudável que um café. Mas, o médico e jornalista britânico Michael Mosley explica que pode não ser bem assim.
A resposta óbvia sobre qual bebida é mais saúdavel parece ser a vitamina de frutas. Afinal, beber café é um mal necessário e tomar uma vitamina de frutas faz parte da quantidade mínima de frutas e verduras que devemos consumir diariamente, cinco por dia.
Mas, vários estudos revelam algo mais surpreendente.
Começando com o café. Muitos estudos alegam que anos consumindo a bebida podem aumentar o risco de uma série de problemas, desde doenças cardíacas até câncer.

Beber cáfe pode ajudar a pessoa a viver mais de 90 anos
Café preto previne câncer, diabetes e mal de Alzheimer, indica pesquisa da USP
Estes estudos se baseiam em experiências nas quais se pega um grupo de pessoas que bebem café comparadas com outro grupo semelhante que não toma a bebida. O problema com esta abordagem é que os que tomam café são mais inclinados a outros hábitos como fumar ou consumir bebidas alcoólicas, então é difícil separar o que realmente está fazendo mal a estas pessoas.
Uma forma mais confiável de saber a verdade é pegar um grupo de indivíduos saudáveis, coletar dados a respeito deles e então seguir a situação deles por muitos anos.
Quando cientistas coletaram dados sobre os hábitos de consumo de café de 130 mil homens e mulheres e então os seguiu por 20 anos, descobriram que o café é algo bom. A pesquisa foi publicada na revista especializada Annals of Internal Medicine, em junho de 2008.
Ao analisar os números resultantes do estudo, os cientistas concluíram que o 'consumo regular de café não estava associado ao aumento de mortalidade entre homens ou mulheres'.
Proteção
Os dados deste estudo sugerem que o consumo moderado de café pode oferecer uma pequena proteção, levando a uma suave queda da mortalidade (por várias causas) em pessoas que consomem a bebida, em comparação com os que não bebem café.
Com base neste e outros estudos, se chegou à conclusão de que a dose mais eficaz varia entre duas a cinco xícaras por dia. Beber mais do que isso diminui os benefícios.
O café tem centenas de substâncias diferentes, incluindo muitos flavonoides (compostos encontrados em plantas e que têm efeito antioxidante). Mas não se sabe quais destes ingredientes é benéfico.
Mas, quando se se fala do cérebro, o ingrediente bom do café parece ser a cafeína. Uma pesquisa publicada em julho de 2013 na revista especializada World Journal of Biological Psychiatry, afirmou que pessoas que bebem duas a cinco xícaras de café com cafeína diariamente apresentam metade das probabilidades de cometeter suicídio em comparação às pessoas que bebem o café descafeinado ou menos que duas xícaras por dia.
Suco de fruta pode aumentar risco de diabetes
Excesso de vitaminas pode gerar risco à saúde
Esta pesquisa juntou dados de três estudos que seguiram mais de 200 mil pessoas por mais de 14 anos, então é confiável. Além de ser apoiada por outras pesquisas.
Uma razão de a cafeína poder ser um antidepressivo suave é que, além de deixar a pessoa mais alerta, aumenta o nível de neurotransmissores como dopamina e serotonina, que melhoram o humor.
Mas os pesquisadores não recomendam doses altas, acrescentando que 'há pouco benefício extra para o consumo acima de duas ou três xícaras'.
Outro alerta é que estes testes começaram há muitos anos então o tipo de bebida testada foi, quase com certeza, o bom e velho café tradicional. Uma simples xícara de café tem entre zero e 60 calorias, dependendo se é preto, com leite ou com leite e um pouco de açúcar.
Capuccinos, lattes e mochas têm café mas também têm muitas calorias, algo entre 100 e 600 calorias.
E as vitaminas de frutas?
Vitaminas de frutas podem ser feitas com a fruta pura, mas quando você tira a casca e tritura a fibra você já perdeu muito do potencial da fruta. O que sobra em uma vitamina é principalmente uma bebida açucarada.
Em um estudo publicado no começo de 2013, pesquisadores descobriram que entre as 52 vitaminas prontas à venda, 41 tinham mais açúcar que uma Coca-Cola e todas tinham mais calorias.
Vitaminas de frutas são ácidas e deixam resíduos nos dentes, então os dentistas não gostam muito destas bebidas. Uma maçã por dia pode manter o médico longe, mas não quando é descascada, triturada, misturada e empacotada.
Vitamina D, a vitamina do sol, pode ajudar no tratamento de asma
Estudo revela que vitamina C cura tuberculose resistente a remédios
Em um estudo publicado em agosto de 2013 no British Medical Journal os pesquisadores descobriram que consumir frutas diminui o risco de diabetes. Mas 'beber' frutas parece aumentar este risco.
Este foi outro grande estudo envolvendo muitas pessoas acompanhadas durante muitos anos.
Uma descoberta interessante é que frutas diferentes resultaram em níveis diferentes de benefícios. Três porções de mirtilo, por exemplo, diminuem o risco de diabetes em 26%; maçãs, peras, bananas e toranjas também tiveram um efeito positivo, mas muito menor.
No total, aqueles que comeram a fruta cortaram o risco de desenvolvimento de diabetes em 2% enquanto que as pessoas que 'beberam' a fruta (mais de três copos de suco de frutas por semana) aumentaram o risco em 8%.
Más notícias
Um estudo feito na Austrália Ocidental examinou a dieta diária de mais de 2.000 pessoas e descobriu que consumir alguns tipos de frutas e verduras (brócolis, couve-flor, repolho e maçã) corta o risco de desenvolver câncer colorretal, enquanto que beber o suco de frutas foi associado ao aumento do risco de câncer retal.
Bebidas açucaradas aumentam o nível de insulina e níveis altos de insulina estão associados ao aumento do risco de certos tipos de câncer. Os pesquisadores destacam que muitas coisas que protegem contra câncer de intestino, como os antioxidantes e fibras, são perdidos ou suas quantidades caem durante o processo de fazer o suco.
Cinco dicas para uma alimentação mais saudável
Cientistas pesquisam 'praga' que produz super fruta
Nenhum destes estudos analisou especificamente os benefícios para a saúde das vitaminas de frutas ou mesmo o impacto de tipos diferentes de sucos. Por exemplo, se são sucos frescos ou feitos a partir de concentrados de frutas, feitos em casa ou comprados em lojas. Presumo, por exemplo, que tomar uma vitamina feita em casa será bem melhor do que uma comprada pronta.
E duvido muito que o ocasional suco de fruta ou vitamina vai fazer mal. De qualquer forma, pessoalmente, não os compro mais e raramente os tenho em casa. Como a fruta e, quando se trata de bebidas, prefiro continuar com a água, chá e, claro, café.

ATELECTASIA PULMONAR


Sinônimos:
Colapso pulmonar.
O que é?
É o colapso de parte ou de todo pulmão. Ou seja, o pulmão "murcha" numa parte ou na sua totalidade por um bloqueio na passagem do ar pelos brônquios de maior ou menor calibre (brônquio ou bronquíolo, respectivamente). Os brônquios são tubos que dão passagem ao ar, espalhando-o por todo o pulmão.
Como se desenvolve?
A atelectasia pode surgir por mecanismos diferentes.
O acúmulo de secreções nos brônquios pode bloquear a passagem do ar, levando ao colapso parcial ou total do pulmão afetado.
Quando algum objeto, inadvertidamente, entra na via aérea e chega ao brônquio, a atelectasia poderá ocorrer. Isto costuma acontecer mais com as crianças, quando engolem algum brinquedo ou outro objeto pequeno.
Os tumores pulmonares podem crescer dentro de um brônquio ou pressioná-lo externamente, causando, em alguns casos, a atelectasia parcial ou total do pulmão.
Pacientes que sofrem uma anestesia geral, que tem alguma doença pulmonar crônica ou que ficam muito tempo acamados podem, eventualmente, apresentar uma atelectasia.
Num adulto, a atelectasia geralmente não é uma situação ameaçadora à vida, já que as partes do pulmão que não foram comprometidas fazem uma compensação da perda de função da área afetada. Por outro lado, a mesma situação num bebê ou numa criança pequena pode representar uma ameaça à vida.
O que se sente?
Os sintomas associados a essa situação podem estar presentes ou não. Dependerá, principalmente, do tamanho da área afetada do pulmão e da presença ou não de doenças concorrentes. A atelectasia pulmonar poderá estar acompanhada de dor torácica, tosse ou dificuldade para respirar.
Como o médico faz o diagnóstico?
Através de exames de imagem, como a radiografia ou tomografia computadorizada do tórax, o médico poderá fazer o diagnóstico. A atelectasia, ao exame físico do paciente, poderá ser suspeitada na minoria dos casos. Isto porque terá de haver um colapso pulmonar de uma área extensa do pulmão para que surjam alterações no exame físico.
A broncoscopia - exame que observa a parte interna dos pulmões através de um aparelho flexível dotado de fibras ópticas e lentes - é capaz de detectar o bloqueio da passagem de ar (do brônquio) e sua causa.
Como se trata?
O tratamento deverá ser escolhido de acordo com a causa da atelectasia, com o objetivo de expandir novamente ("inflar") o pulmão.
Nos casos de acúmulo de secreções, a fisioterapia pulmonar para a mobilização das secreções e a broncoscopia para a aspiração dessas será o tratamento mais indicado.
A fisioterapia poderá utilizar-se de exercícios respiratórios, tapotagem (pequenos golpes com os punhos nos pulmões), drenagem postural (colocando o indivíduo numa posição que favoreça a saída das secreções), cinesioterapia e vibradores.
Quando houver alguma infecção bacteriana (por bactérias) associada ao excesso de secreções, os antibióticos deverão ser indicados. Além desses, os mucolíticos (medicamentos que facilitam a expectoração das secreções) poderão ser utilizados nas infecções respiratórias, sejam elas virais ou bacterianas.
Nos casos de corpo estranho na via aérea (objetos), a broncoscopia deverá ser realizada para fazer a remoção. Se não for exitosa, a cirurgia deverá ser realizada.
Quando a causa da atelectasia for um tumor, o tratamento dele deverá solucionar a atelectasia.
Como se previne?
Manter os pequenos objetos longe do alcance das crianças é uma maneira de prevenir as atelectasias causadas por corpo estranho. Da mesma forma, os pais deverão ter cautela na escolha dos brinquedos que devem ser adequados à idade da criança.
Evitar longos períodos deitado na cama também é importante para prevenção das atelectasias, principalmente após cirurgias. Neste mesmo sentido, a fisioterapia também poderá ser necessária. Ela pode ser utilizada para a prevenção das atelectasias.
Nos adultos, principalmente idosos, deverão manter acompanhamento com dentista para que não ocorram aspiração de dente ou prótese mal fixada para os pulmões.
Complicações
A pneumonia é uma complicação que pode se desenvolver poucos dias após o surgimento de uma atelectasia. Portanto, é importante a resolução do problema.
Perguntas que você pode fazer ao seu médico
A broncoscopia deve ser utilizada unicamente nos casos de atelectasia pulmonar por corpo estranho?
É possível resolver uma atelectasia pulmonar somente com o uso de fisioterapia respiratória?
Uma atelectasia pode causar febre?
Depois de resolvida uma atelectasia, esta poderá voltar a ocorrer pouco tempo depois?

Leia Mais: ATELECTASIA PULMONAR - ABC da Saúde http://www.abcdasaude.com.br/artigo.php?41#ixzz2j3cN2uK4
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sábado, 26 de outubro de 2013

O que é Bursite?

Bursite é a inflamação da bolsa cheia de líquido (bursa) que se localiza entre um tendão e a pele ou entre um tendão e o osso. A doença pode ser aguda ou crônica.

Causas

As bursas são cavidades cheias de líquido próximas a articulações, onde tendões ou músculos passam por cima de saliências ósseas. Elas auxiliam o movimento e reduzem o atrito entre as partes móveis.
A bursite pode ser causada pelo uso excessivo crônico de articulações, trauma, artrite reumatoide, gota ou infecção. Algumas vezes, a causa não pode ser determinada. A bursite ocorre normalmente nos ombros, joelhos, cotovelos e no quadril. Outras áreas também podem ser afetadas, como o tendão de Aquiles e os pés.
A inflamação crônica pode ocorrer com lesões ou ataques de bursite repetidos. 

Sintomas de Bursite

Você pode notar:
  • Dor nas articulações e sensibilidade ao pressionar ao redor da articulação
  • Rigidez e dor ao mover a articulação afetada
  • Inchaço, calor ou vermelhidão na articulação

Buscando ajuda médica

Entre em contato com seu médico se os sintomas reaparecerem ou não melhorarem depois de duas semanas de tratamento.

Tratamento de Bursite

Seu médico poderá recomendar repouso temporário ou imobilização da articulação afetada.
Os anti-inflamatórios não esteroides (AINEs), como o ibuprofeno, podem aliviar a dor e a inflamação. A fisioterapia formal também pode ser útil.
Se a inflamação não responder ao tratamento inicial, poderá ser necessário extrair líquido da bursa e injetar corticoides. A cirurgia raramente é necessária.
Os exercícios na área afetada devem começar assim que cessar a dor. Se houver atrofia muscular (debilidade ou redução de tamanho), o médico poderá recomendar exercícios para fortalecimento e aumento da mobilidade.
A bursite causada por infecção é tratada com antibióticos. Algumas vezes, a bursa infectada deve ser drenada cirurgicamente.

Expectativas

A doença pode responder bem ao tratamento ou pode converter-se em uma doença crônica se a causa subjacente não puder ser corrigida.

Complicações possíveis

  • Pode ocorrer bursite crônica.
  • Injeções de esteroides excessivas em um curto período de tempo podem causar danos aos tendões circundantes.

Prevenção

Evite, sempre que possível, atividades que incluam movimentos repetitivos de qualquer parte do corpo. 

Fontes e referências:
  • Regan WD, Grondin PP, Morrey BF. Elbow and forearm. In: DeLee JC, Drez D Jr, Miller MD, eds. DeLee and Drez's Orthopaedic Sports Medicine. 3rd ed. Philadelphia, Pa: Saunders Elsevier; 2009:chap 19.
  • Shah A, Busconi B. Hip, pelvis, and thigh. In: DeLee JC, Drez D Jr, Miller MD, eds. DeLee and Drez's Orthopaedic Sports Medicine. 3rd ed. Philadelphia, Pa: Saunders Elsevier; 2009:chap 21.
  • Wapner KL, Parekh SG. Foot and ankle. In: DeLee JC, Drez D Jr, Miller MD, eds. DeLee and Drez's Orthopaedic Sports Medicine. 3rd ed. Philadelphia, Pa: Saunders Elsevier; 2009:chap 25.
  • Schmidt MJ, Adams SL. Tendinopathy and bursitis. In: Marx JA, ed. Rosen's Emergency Medicine: Concepts and Clinical Practice. 7th ed. Philadelphia, Pa: Mosby Elsevier; 2009:chap 115.

Com mais de mil mortes no ano, dengue põe América Latina em estado de alerta

Caso paraguaio é preocupante já que número de mortes triplicou no ano passado

Guatemala contabilizava até julho deste ano seis casos fatais, enquanto nesta semana em El Salvador foram confirmadas três mortes e Honduras 27 Getty Images
A dengue, uma epidemia em toda a América Latina com exceção do Uruguai e do Chile, segue pondo em alerta a região por culpa de novos focos na América Central, onde o tipo 2 já matou 50 pessoas, e no Paraguai deixou 233 mortos somente neste ano.
Na América Latina, mais de 544 milhões de pessoas correm o risco de contrair a doença e, neste ano, morreram, pelo menos, 1.034 pessoas, sendo 456 no Brasil (em 1.423.672 casos), 124 na Colômbia (102.944 casos) e 47 no México (162.008 casos), de acordo com números da Organização Pan-Americana da Saúde (OPS). Também foram registradas mortes na República Dominicana (90), no Peru (13), no Equador (11), na Bolívia (8) e em Porto Rico (2), além dos dois milhões de infectados.
O caso paraguaio é especialmente preocupante, já que o número de óbitos pela doença, até o último dia 17, triplicava os 70 apresentados durante todo o ano de 2012. Igualmente, os casos confirmados de infecção passaram de 30.823 no ano passado para 140.787 neste ano. Isto talvez possa ser explicado "porque tivemos um surto onde já houve circulação de três tipos de dengue e muitas pessoas tinham cofatores de doença", agravando a situação, afirmou, nesta sexta-feira (25), à Agência Efe, Águeda Cabello, diretora geral de Vigilância de Saúde do Paraguai.
Vacina brasileira contra dengue começa a ser testada no País em outubro
Além disso, assegurou Águeda, "está sendo introduzida a dengue tipo 4 e não sabemos como isso poderia afetar à comunidade" em um país que não tinha registrado qualquer morte por essa doença até 2007. Diante desta situação, o governo paraguaio criou esta semana um programa de prevenção e combate à dengue, com um orçamento de US$ 4,5 milhões, e recentemente uma equipe da Organização Pan-Americana da Saúde "realizou uma visita de avaliação e apoio ao país, além de estar sendo trabalhada a solução deste problema", confirmou hoje José Luis San Martín, assessor regional da dengue da OPS.
As autoridades sanitárias paraguaias, disse por telefone Águeda Cabello, trabalham para tentar mudar a cultura de um país em que "a sociedade está acostumada a se automedicar" e para que aprendam a importância da consulta preventiva já que, entre outros fatores, "mais de 95% dos casos podem ser tratados sem necessidade de receita médica". Enquanto isso, na América Central, o tipo 2, dos quatro que existem da dengue, "foi muito agressivo" e "produziu uma grande quantidade de casos em toda a região", com, pelo menos, 47 mortes, conforme informou na quinta-feira em Manágua a representante da OPS na Nicarágua, Socorro Gross.
A Guatemala contabilizava até julho deste ano seis casos fatais, enquanto nesta semana em El Salvador foram confirmadas três mortes e Honduras aconteceu o falecimento da 27ª vítima. Na Costa Rica, por sua vez, ocorreu na quinta-feira a primeira morte por dengue. Já na Nicarágua há, pelo menos, 13 vítimas fatais e 5.000 infectados (57 deles em estado grave, até o último levantamento).
Entre as medidas adotadas na Nicarágua está a de que os Comitês de Desastres Municipais devem transferir imediatamente aos hospitais e centros de saúde todos os casos de febre, um dos sintomas da doença, que também pode ser detectada por dor de cabeça, vômitos, manchas e erupções na pele.
Outro país que se encontra em "situação de alerta" é a Venezuela, que contabiliza 41.938 casos de dengue somente neste ano. Desses, 499 deles do tipo hemorrágica, 26,9% mais do que nesta mesma época em 2012, de acordo com o último boletim epidemiológico do Ministério da Saúde, divulgado na última quinta-feira (24).
Mosquito da Dengue deixará de transmitir vírus em 2014
Cidades do Brasil vivem surto de dengue: saiba quais são os sintomas da doença
Dos 23 estados mais o Distrito Capital que formam a Venezuela, em oito deles a situação é de "epidemia", enquanto em outros seis é de "alarme", acrescentou a informação oficial. Como não existe vacina contra este mal, a prioridade em toda América Latina continua sendo a da eliminação dos focos do mosquito aedes aegypti.
Algo difícil em uma região que apresenta muitas das determinantes sociais e ambientais que colaboram para a aparição da dengue. Por isso, acrescentou José Luis San Martín, "todos os casos bem-sucedidos de controle estão relacionados ao excelente trabalho das famílias em eliminar os criadouros e, por outra parte, uma boa vigilância e um bom controle das equipes técnicas de saúde".
— A eliminação dos criadouros de mosquitos, que é possível de ser feita tanto em casas quanto na vizinhança, é uma responsabilidade individual e coletiva de nossa população. Isto tem que ser uma tarefa de todos.
Em nível mundial, a dengue afeta 100 países. Entre 50 e 100 milhões de pessoas contraem a doença anualmente e 500 mil delas padecem do tipo mais grave, conhecida como hemorrágica. Desse total, 22 mil morrem, de acordo com a OMS (Organização Mundial da Saúde).

quinta-feira, 24 de outubro de 2013

O que é Escoliose?

Sinônimos: Curvatura espinhal
A escoliose é um encurvamento da coluna vertebral. A coluna vertebral se encurva no meio ou nos lados.

Causas

Existem três grandes causas para a escoliose:
  • A escoliose congênita (de nascença) decorre de um problema com a formação dos ossos da coluna vertebral (vértebras) ou fusão de costelas durante o desenvolvimento do feto ou do recémnascido
  • A escoliose neuromuscular é causada por problemas como fraqueza muscular ou do controle precário dos músculos, ou paralisia decorrente de doenças como paralisia cerebral, distrofia muscular, espinha bífida e pólio.
  • A escoliose idiopática não possui causa conhecida. A escoliose idiopática em adolescentes é o tipo mais comum.
Algumas pessoas são mais suscetíveis ao encurvamento da coluna. A maioria dos casos ocorre em meninas. O encurvamento geralmente se agrava durante os surtos de crescimento. A escoliose em crianças é menos comum e geralmente atinge igualmente tanto meninas quanto meninos.

Exames

O médico realizará um exame físico, inclusive um teste de curvatura para frente, o que ajuda a definir a curvatura. O grau da curvatura vista no exame pode subestimar a real curva vista no raio X, logo, qualquer criança que tiver a coluna encurvada terá o raio X solicitado. O médico realizará um exame neurológico para buscar quaisquer mudanças na resistência, na sensibilidade ou nos reflexos.
Os testes para identificar a escoliose incluem:
  • Exame com escoliomêtro (um dispositivo que mede a curvatura da coluna vertebral)
  • Raios X da coluna vertebral (frontais e laterais)
  • Ressonância magnética (caso haja quaisquer alterações neurológicas observadas no exame ou haja algo incomum no raio X)

Sintomas de Escoliose

Há suspeita de escolise quando um ombro parece estar mais alto do que o outro ou a pélvis parece estar inclinada. Um olhar leigo não percebe a curvatura nos estágios iniciais.
Outros sintomas da escoliose podem incluir:
  • Dor lombar e nas costas
  • Fadiga
  • Ombros ou quadris que parecem assimétricos
  • Coluna vertebral encurvada anormalmente para o lado (lateralmente)
Pode haver fadiga na coluna vertebral após longa permanência de pé ou sentado. A dor ficará persistente caso haja uma inflamação no tecido mole e desgaste dos ossos da coluna vertebral.
Observação: A cifoescoliose também inclui curvatura anormal da frente para trás, com uma aparência de costas arredondadas.

Buscando ajuda médica

Procure assistência médica caso haja suspeita de que seu filho sofre de escoliose.

Tratamento de Escoliose

O tratamento depende da causa da escoliose, do tamanho e da localização da curva, além de quanto crescimento o paciente ainda terá. Na maioria dos casos de escoliose idiopática adolescente (menores de 20 graus), o tratamento é dispensado, mas devem ser realizadas verificações semestrais.
Na medida em que a curvatura se agrava (acima de 25 a 30 graus em crianças em fase de crescimento), o uso de órteses é geralmente recomendado para auxiliar a retardar a progressão da curva. Existem muitos tipos de órteses utilizados. O colete de Boston, o colete de Wilmington, o colete de Milwaukee e o colete de Charleston foram batizados com o nome dos centros onde foram desenvolvidos.
  • Cada colete tem uma aparência distinta. Existem diferentes modos de usar cada um deles adequadamente. A seleção de uma órtese e a maneira como ela será usada depende de muitos fatores, inclusive das características específicas da curvatura. A órtese exata será decidida pelo paciente e o médico.
  • Um colete para as costas não reverte a curva. Em vez disso, usa a pressão para alinhar a coluna vertebral. O colete pode ser ajustado com o crescimento. O uso de colete não funciona para as escolioses congênitas e neuromusculares e é menos eficaz na escoliose idiopática infanto-juvenil.
A decisão do momento apropriado para se operar é variável. Após os ossos do esqueleto cessarem o crescimento, a curvatura não deve se agravar muito. Por conta disso, talvez o cirurgião queira aguardar até que os ossos do seu filho parem de crescer. Entretanto, pode ser que seu filho necessite de cirurgia antes disso, se a curva na coluna for grave ou estiver se agravando rapidamante. Curvas de 40° ou mais geralmente precisam ser operadas.
A cirurgia consiste em corrigir a curva (embora não completamente) e encaixar os ossos dentro dela. Os ossos são fixados no lugar com uma ou duas hastes de metal presas com ganchos e parafusos até que o osso seja recuperado. Às vezes, a cirurgia é feita através de um corte nas costas, no abdomên ou abaixo das costelas. Pode ser necessário o uso de uma órtese para estabilizar a coluna vertebral após a operação.
Muitas vezes, as limitações impostas pelos tratamentos afetam o lado emocional e podem ameaçar a autoimagem, principalmente para adolescentes. Apoio emocional é importante.
Fisioterapeutas e ortopedistas (especialistas em aparelhos ortopédicos) podem ajudar a explicar os tratamentos e a assegurar que o colete se encaixe confortavelmente.