quinta-feira, 24 de outubro de 2013

O que é Escoliose?

Sinônimos: Curvatura espinhal
A escoliose é um encurvamento da coluna vertebral. A coluna vertebral se encurva no meio ou nos lados.

Causas

Existem três grandes causas para a escoliose:
  • A escoliose congênita (de nascença) decorre de um problema com a formação dos ossos da coluna vertebral (vértebras) ou fusão de costelas durante o desenvolvimento do feto ou do recémnascido
  • A escoliose neuromuscular é causada por problemas como fraqueza muscular ou do controle precário dos músculos, ou paralisia decorrente de doenças como paralisia cerebral, distrofia muscular, espinha bífida e pólio.
  • A escoliose idiopática não possui causa conhecida. A escoliose idiopática em adolescentes é o tipo mais comum.
Algumas pessoas são mais suscetíveis ao encurvamento da coluna. A maioria dos casos ocorre em meninas. O encurvamento geralmente se agrava durante os surtos de crescimento. A escoliose em crianças é menos comum e geralmente atinge igualmente tanto meninas quanto meninos.

Exames

O médico realizará um exame físico, inclusive um teste de curvatura para frente, o que ajuda a definir a curvatura. O grau da curvatura vista no exame pode subestimar a real curva vista no raio X, logo, qualquer criança que tiver a coluna encurvada terá o raio X solicitado. O médico realizará um exame neurológico para buscar quaisquer mudanças na resistência, na sensibilidade ou nos reflexos.
Os testes para identificar a escoliose incluem:
  • Exame com escoliomêtro (um dispositivo que mede a curvatura da coluna vertebral)
  • Raios X da coluna vertebral (frontais e laterais)
  • Ressonância magnética (caso haja quaisquer alterações neurológicas observadas no exame ou haja algo incomum no raio X)

Sintomas de Escoliose

Há suspeita de escolise quando um ombro parece estar mais alto do que o outro ou a pélvis parece estar inclinada. Um olhar leigo não percebe a curvatura nos estágios iniciais.
Outros sintomas da escoliose podem incluir:
  • Dor lombar e nas costas
  • Fadiga
  • Ombros ou quadris que parecem assimétricos
  • Coluna vertebral encurvada anormalmente para o lado (lateralmente)
Pode haver fadiga na coluna vertebral após longa permanência de pé ou sentado. A dor ficará persistente caso haja uma inflamação no tecido mole e desgaste dos ossos da coluna vertebral.
Observação: A cifoescoliose também inclui curvatura anormal da frente para trás, com uma aparência de costas arredondadas.

Buscando ajuda médica

Procure assistência médica caso haja suspeita de que seu filho sofre de escoliose.

Tratamento de Escoliose

O tratamento depende da causa da escoliose, do tamanho e da localização da curva, além de quanto crescimento o paciente ainda terá. Na maioria dos casos de escoliose idiopática adolescente (menores de 20 graus), o tratamento é dispensado, mas devem ser realizadas verificações semestrais.
Na medida em que a curvatura se agrava (acima de 25 a 30 graus em crianças em fase de crescimento), o uso de órteses é geralmente recomendado para auxiliar a retardar a progressão da curva. Existem muitos tipos de órteses utilizados. O colete de Boston, o colete de Wilmington, o colete de Milwaukee e o colete de Charleston foram batizados com o nome dos centros onde foram desenvolvidos.
  • Cada colete tem uma aparência distinta. Existem diferentes modos de usar cada um deles adequadamente. A seleção de uma órtese e a maneira como ela será usada depende de muitos fatores, inclusive das características específicas da curvatura. A órtese exata será decidida pelo paciente e o médico.
  • Um colete para as costas não reverte a curva. Em vez disso, usa a pressão para alinhar a coluna vertebral. O colete pode ser ajustado com o crescimento. O uso de colete não funciona para as escolioses congênitas e neuromusculares e é menos eficaz na escoliose idiopática infanto-juvenil.
A decisão do momento apropriado para se operar é variável. Após os ossos do esqueleto cessarem o crescimento, a curvatura não deve se agravar muito. Por conta disso, talvez o cirurgião queira aguardar até que os ossos do seu filho parem de crescer. Entretanto, pode ser que seu filho necessite de cirurgia antes disso, se a curva na coluna for grave ou estiver se agravando rapidamante. Curvas de 40° ou mais geralmente precisam ser operadas.
A cirurgia consiste em corrigir a curva (embora não completamente) e encaixar os ossos dentro dela. Os ossos são fixados no lugar com uma ou duas hastes de metal presas com ganchos e parafusos até que o osso seja recuperado. Às vezes, a cirurgia é feita através de um corte nas costas, no abdomên ou abaixo das costelas. Pode ser necessário o uso de uma órtese para estabilizar a coluna vertebral após a operação.
Muitas vezes, as limitações impostas pelos tratamentos afetam o lado emocional e podem ameaçar a autoimagem, principalmente para adolescentes. Apoio emocional é importante.
Fisioterapeutas e ortopedistas (especialistas em aparelhos ortopédicos) podem ajudar a explicar os tratamentos e a assegurar que o colete se encaixe confortavelmente.

Pesquisador lança software gratuito para análise cardíaca

 

 

 

Um pesquisador da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo (FMRP-USP) desenvolveu um programa de computador que faz análises da variabilidade cardiocirculatória. Apesar da existência de softwares similares, o CardioSeries é gratuito, e promete fácil manuseio e a análise pareada da variabilidade da pressão arterial e da frequência cardíaca.
Daniel Penteado Martins Dias, pós-doutorando do Departamento de Fisiologia da FMRP e idealizador do programa, o estudo da variabilidade cardiocirculatória permite a análise de alguns dos mecanismos que regulam o ritmo cardíaco e o movimento do sangue nos vasos. “O sistema cardiovascular tem alguns mecanismos de controle que atuam, “momento a momento”, monitorando os níveis de pressão arterial e promovendo alterações na frequência cardíaca. O estudo da variabilidade cardiocirculatória permite a avaliação precisa deste controle”.
Laboratórios de pesquisa em fisiologia cardiovascular, academias esportivas, divisões de cardiologia de hospitais são alguns dos locais que podem utilizar o CardioSeries. “O funcionamento do programa é simples, coleta-se os dados a partir de um registro de eletrocardiograma ou de pressão arterial pulsátil, gera-se séries temporais e o CardioSeries processa estes valores de forma rápida e eficaz”, explica Martins Dias.
O programa utiliza um algoritmo que identifica e quantifica flutuações em séries de valores de pressão arterial e frequência cardíaca. “Os parâmetros cardiovasculares flutuam batimento a batimento, mas a olho nu não é possível avaliar com precisão essas flutuações. Por isso precisamos fazer um registro computacional e aí sim proceder com a análise dos dados”, explica o pesquisador.
Durante o registro de parâmetros cardiovasculares podem ocorrer perturbações no sistema que resultam em valores que fogem da normalidade e que irão afetar negativamente a análise dos dados, os chamados transientes ou artefatos. O pesquisador assegura que o programa CardioSeries é capaz de removê-los.
O software está disponível gratuitamente na internet, no endereço http://www.danielpenteado.com. É necessário fazer um cadastro.

 

quinta-feira, 17 de outubro de 2013

O que é Artrose?

Sinônimos: Osteoartrite, OA, doença degenerativa das articulações
A artrose ou osteoartrite (OA) é o distúrbio mais comum das articulações.

Causas

A artrose é causada pelo desgaste de uma articulação.
  • A cartilagem é o tecido fino e emborrachado que reveste os ossos nas articulações e permite que os ossos deslizem uns sobre os outros.
  • A cartilagem pode quebrar e se desgastar. Como resultado, os ossos se friccionam, causando dor, inchaço e rigidez.
  • Bicos de papagaio ou esporões podem se formar ao redor da articulação e os ligamentos e músculos ao redor da bacia ficam mais fracos e rígidos.
ADAM Comparação de um joelho acometido por artrose e um joelho saudável
Em geral, a causa da artrose é desconhecida. Ela está relacionada principalmente ao envelhecimento. Os sintomas da artrose geralmente aparecem na meia-idade. Quase todo mundo tem algum sintoma por volta dos 70 anos. No entanto, esses sintomas podem não ser graves. Antes dos 55, a artrose ocorre tanto em homens quanto em mulheres. Após os 55 anos, ela é mais comum em mulheres.
Outros fatores também podem levar à artrose.
  • A artrose tende a ser genética
  • Estar acima do peso aumenta o risco de artrose na bacia, nos joelhos, nos tornozelos e nas articulações dos pés
  • Fraturas ou outras lesões nas articulações podem causar osteoartrite futuramente
  • O uso excessivo a longo prazo no trabalho ou no esporte pode levar à artrose
Entre as doenças que podem causar a artrose estão:
  • Distúrbios de coagulação que causam hemorragia na articulação, como hemofilia
  • Distúrbios que bloqueiam o suprimento sanguíneo próximo a uma articulação, como a necrose vascular
  • Outros tipos de artrite, como gota crônica, pseudogota ou artrite reumatoide

Exames

O exame físico pode mostrar:
  • Movimentação da articulação que pode provocar rangidos (atrito) chamado de crepitação
  • Inchaço das articulações (os ossos ao redor das articulações podem parecer maiores do que o normal)
  • Amplitude de movimento reduzida
  • Dor ao pressionar a articulação
  • Movimento normal passa a ser doloroso
Não existem exames de sangue que auxiliem no diagnóstico da artrose.
Um raio X das articulações afetadas mostrará uma perda do espaço da articulação. Em casos avançados, haverá desgaste das extremidades dos ossos e dos osteófitos.

Câmara aprova direito da gestante à anestesia no parto normal

Nova lei também permite que a mulher escolha o tipo de parto
 
Grávidas podem escolher anestesia até no parto normal, sugere lei Getty Images
A Câmara de São Paulo aprovou nesta quarta-feira (16), em segunda votação, projeto da vereadora Patrícia Bezerra (PSDB) que estabelece na rede municipal de saúde o direito da grávida à anestesia até mesmo no parto normal. A proposta regulamenta a realização de prerrogativas básicas da gestante, que fazem parte do atendimento do parto humanizado.

O anestésico no parto normal não é dado pelo SUS (Sistema Único de Saúde), de acordo com a assessoria de Patrícia. Segundo a proposta aprovada, as gestantes também poderão optar por processos não farmacológicos para diminuição da dor. A nova lei assegura a toda gestante o direito ao Plano Individual de Parto, pelo qual poderá decidir pelo tipo de parto, anestesia, acompanhamento e monitoração cardíaco-fetal.

— O objetivo principal do projeto é acabar com uma grande injustiça que tem ocorrido na rede pública de saúde, o desrespeito aos direitos da gestante. O maior exemplo disso é a negativa de anestesia em casos de parto normal. É necessário um tratamento digno desde a entrada no hospital até o momento do parto, o único choro da mulher nessa hora tem de ser o de emoção.
Preços dos luxos oferecidos pelas maternidades se comparam aos de hotéis cinco estrelas
A arte das fotos de nascimento: fotógrafas se especializam em partos

Pela proposta, os hospitais da capital paulista também terão um protocolo para assegurar a todas as grávidas o direito a escolher um acompanhante no parto, o que é garantido por lei federal mas descumprido em 64% dos casos no País, segundo pesquisa da Rede Cegonha.

segunda-feira, 14 de outubro de 2013

Nova substância pode levar à cura do Alzheimer e do Parkinson

Pesquisadores da Universidade de Leicester, na Grã-Bretanha, descobriram a primeira substância química capaz de prevenir a morte do tecido cerebral em casos de doenças que causam degeneração dos neurônios, como Alzheimer, mal de Parkinson e doença de Huntington. Para a descoberta chegar aos pacientes, ainda é necessário que seja desenvolvido um medicamento com a substância.
Nos testes feitos com camundongos em laboratório, cientistas identificaram que a substância pode prevenir a morte das células cerebrais causada por doenças priônicas – que afetam as estruturas cerebrais ou outros tecidos neurais, que podem atingir o sistema nervoso tanto de humanos como de animais. A equipe do Conselho de Pesquisa Médica da Unidade de Toxicologia da universidade priorizou os mecanismos naturais de defesa formados em células cerebrais.
O estudo, publicado na revista científica Science Translational Medicine, aponta que o composto foi originalmente desenvolvido para uma finalidade diferente, mas foi capaz de entrar no cérebro a partir da corrente sanguínea e parar a doença. No entanto, a substância, além de proteger o cérebro, causou a perda de peso nos ratos com diabetes, devido a danos no pâncreas.
Os pesquisadores estudaram camundongos com doença de príon, porque esses ratos atualmente fornecem a melhor representação em animais de doenças neurodegenerativas humanas, em que o acúmulo de proteínas deformadas está relacionado com a morte das células cerebrais.
Segundo o líder da equipe, professor Giovanna Mallucci, o estudo anterior já previa que esse caminho poderia ser um alvo para a proteção das células do cérebro em doenças neurodegenerativas. O tratamento precisa ser aprimorado para ser usado em seres humanos.
“Ainda estamos muito longe de uma droga útil para seres humanos – este composto tem efeitos secundários graves. Mas [é importante] o fato de que nós estabelecemos que esta via pode ser manipulada para proteger contra a perda de células cerebrais. Em primeiro lugar, com ferramentas genéticas, e, agora, com um composto, significa que o desenvolvimento de tratamentos medicamentosos visando a esse caminho para príon e outras doenças neurodegenerativas é uma possibilidade real “, disse Giovanna Mallucci.

 

Fisioterapia Respiratória

 

fisioterapia respiratoria Ar puro. A confirmação da existência desse benefício natural em grandes centros urbanos é cada vez mais rara. Os males causados ao meio ambiente trazem um resultado possivelmente catastrófico para o homem: a complicação na hora de respirar. A Fisioterapia Respiratória tem esse cuidado como objetivo: um tratamento específico diante dos males causados pelas doenças que comprometem o sistema respiratório humano, tendo a asma, a insuficiência respiratória, a bronquite e a tuberculose como bons exemplos desses males.
O que é?
O objetivo da Fisioterapia Respiratória não se restringe apenas ao tratamento, englobando também a prevenção às doenças respiratórias. Além disso, as técnicas aplicadas visam à liberação das vias respiratórias, a fim de retirar os impedimentos que o ar encontra ao passar por elas. O fisioterapeuta procura aumentar a capacidade ventilatória dos pulmões de seu paciente, utilizando-se de aparelhos específicos para a mobilização da secreção para facilitar a sua retirada.
Os exercícios respiratórios são de extrema importância para o andamento do tratamento junto à aplicação das demais técnicas da Fisioterapia Respiratória. Os exercícios propõem a melhora na condição respiratória do paciente a partir da mobilização dos músculos ventilatórios que compõem seu sistema respiratório e pode ainda ser realizada em uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI), incluindo aqui pacientes que estejam entubados, necessitando da ajuda de aparelhos para respirar.
A Fisioterapia Respiratória atua ainda como forma de prevenção para o aparecimento de complicações respiratórias dos pacientes, considerando principalmente aqueles que estejam internados e imobilizados. Esses certamente precisam realizar tanto a fisioterapia motora quanto a respiratória durante sua permanência no leito hospitalar, a fim de garantir a melhoria na condição geral do paciente por meio de técnicas que contemplem ambos os sistemas, respiratório e cardiovascular.

quinta-feira, 10 de outubro de 2013

Condromalácia patelar


O que é condromalácia?
Condromalácia é uma degeneração da superfície da cartilagem localizada na parte posterior da rótula resultado da fricção do côndilo femoral na mesma, ou pelo crescimento anormal da cartilagem. Também chamado de "joelho de corredor", pois é muito comum entre os corredores no atletismo (Dryburgh, 1988).
Esta condição, resultante de desgaste, que se sofreu especialmente em crianças e adolescentes que cresceram rapidamente num curto espaço de tempo, atletas e pessoas sedentárias que a tensão da articulação do joelho e pessoas com músculos extensores do joelho com deficite de força, como nos quadríceps. Mais comum em mulheres que em homens (Haspl et al, 2001).
Sintomas externos são ranger ou sensação de moagem, quando o joelho é estendido e dor na parte da frente do joelho (o que é pior depois de se sentar por longos períodos ou subir escadas (DeHaven, 1980). Também pode ser acompanhado por crackling ou popping ao toque (Shahady e Petrizzi, 2004).
Quando o joelho está em um ângulo de 90 º de flexão é quando a patela, conseqüentemente, sofrem mais desgaste. Não é na extensão total ou flexão completa que se verifica maior compressão contra o apófise femoral como nesta posição em que o tendão do quadríceps absorve a carga entre o trocânter femoral (Hans-Uwe Hinrichs, 1999).
Condroma
Figura 1. A imagem é observada como na posição sentada (joelho de 90 graus), há uma erosão da cartilagem que está localizado a apenas atrás da rótula. Isto causa dor e encaixando no joelho em ações como em pé ou andando (ADAM, 2008).
Mas há sempre o resultado de desgaste e esforço em ângulos de flexão. Às vezes, é porque
1. Desequilíbrio entre vasto medial e vasto lateral, o que faz com que o joelho rode para dentro, a rotula em movimento e, finalmente, desencadeia o desgaste.
2. Outra causa é devido a ancas largas, tendo o sujeito que rodar o fêmur para dentro, para andar com os pés alinhados, causando o deslocamento da patela. E assim, por sua vez maior desgaste da cartilagem. A condromalácia é mais comum em mulheres que em homens.

Reabilitação da condromalácia patelar: uma revisão
A origem da condromalácia é o enfraquecimento dos músculos extensores do joelho (Haspl et al, 2001). No início dos anos 80 em academias convencionais, a recuperação conseguia-se trabalhando os músculos com exercícios isométricos, mantendo um ângulo do joelho por um determinado tempo e uma carga adicional com excesso de peso (Zentralbl Chir, 1983).
Mas o avanço da eletrônica e tecnologia da informação faz com que hoje as máquinas isocinéticas são as mais recomendadas (Figura 2). Estas máquinas são capazes de contração muscular tem a mesma intensidade, independentemente do ângulo do joelho. Assim, ganha força em todos os ângulos do mesmo movimento.
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Figura 2 . Máquina isocinético extensor do joelho
Isto é demonstrado em diversos estudos que trabalharam com ganhos de força isocinética em pessoas com essa síndrome, como Hazneci et al. (2005) que determina a progressão de intensidade em velocidades angulares: Nos primeiros dias de reabilitação: baixa velocidades angulares (60 graus por segundo) e no final da recuperação: alta velocidade (180 graus por segundo).
Também recomendou exercícios proprioceptivos para as articulações da anca, joelho e tornozelo por parte do terapeuta (Lowry, Cleland & Dyke, 2008). Na mesma linha, Brukner (2006) demonstra, através de testes de ressonância magnética, que alem de problemas no joelho, também problemas que afetam as costas e anca, e desalinhamento de membros e descompensação muscular.
Um estudo muito interessante feito por Stathopulu e Baildam em 2003, acompanhou as 22 pessoas que tinham condromalácia patelar com idades entre (4-18 anos), considerando que das 22 pessoas: 8 continuou com problemas diários irritantes, 2 semanais e 10 às vezes. Apenas 2 pessoas neste estudo disseram não terem tido mais aborrecimentos.
Talvez esse estudo deveria ter sido feito em uma grande população de pessoas com essa síndrome, e não tão poucos. Mas esses dados nao devem ser tomados com ceticismo, pois vamos mostrar que em muitos casos, a recuperação é inteiramente satisfatória. Isto é de importância vital na recuperação do paciente.
Quanto à cirurgia, num relatório de Haven, Dolan & Mayer (2003) nas suas pesquisas, apenas 8 em cada 100 pacientes necessitaram de intervenção cirúrgica. Este autor refere-se àqueles pacientes apareceram na consulta com problemas, e que agora não tem problemas.


Condromalácia e exercício
Aqueles que sofrem esta lesão, vão para um ginásio indicado por um especialista hospitalar ou um centro de fisioterapia. Muitos desses pacientes eram atletas ativos que não conseguem realizar seu esporte para se recuperar desta doença. Mas é possível realizar este tipo de treino fora da fisioterapia ou hospital, tendo em mente certas considerações.
Uma das primeiras considerações a ter em mente é que o exercício tem de visar a população em geral, especialmente as pessoas com condromalácia, é um exercício que deve ser saudável . Equilibrado em termos de músculos agonistas e antagonistas funcionou.
Seguintes Professor Manuel López Becerro (2000): "Qualquer programa de exercícios físicos que objective ganho de saude, deve consistir de tonificação, alongamento e atividades cardiovasculares."
Então, vamos mostrar o que seria uma proposta para o exercício saudável para pacientes com condromalácia patelar, reunidos estes três campos.
Tonificação
Na sala de musculação. Fortalecimento da parte superior do corpo e fáscia abdominal (músculos lombares e abdominais) de acordo com métodos e sistemas utilizados por outras pessoas. Treino padronizado.
No caso da parte inferior do corpo:
A. Quadríceps máquina. ATENÇÃO: Não iniciar o exercício do "bottom", como fazem outros usuários do ginásio. Ele colocou a máquina para iniciar o exercício de extensão, com o joelho em extensão quase completa. Faça a contração isométrica por 15 segundos. 3 x sessão. 1 minuto entre as séries. Progressão quinzenal. Semanal: 3 dias / semana. (Figura 4).
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Figura 4 . Contração isométrica do quadríceps. O exercício começa quase em extensão completa
B. Quadríceps máquina. A máquina será colocada na mesma posição como na figura anterior (Figura 4). Haverá deslocamento de 10° para extensão completa. No final, o joelho é girado para dentro, para ativar o vasto medial. 3 x 12 repetições. Um minuto de descanso entre as séries. Aumento progressão quinzenal. Semanal: 3 dias / semana.
C. Isquiotibiais máquina (Figura 5). Realizar uma flexão isométrica de joelho de apenas 5 seg., 3 x 12 repetições. Um minuto de descanso entre as séries. Aumento progressivo quinzenal. Semanal: 3 dias / semana. Quando se sentir melhor, pode ir progredindo ate aos 10º de flexão.
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Figura 5 . Contração isométrica dos músculos isquiotibiais. O exercício começa quase em extensão completa
Nota: É comum nos atletas com condromalácia usarem uma banda elastica no joelho, a patela (um tipo de luva neoprene no joelho com um furo no centro para libertar a rótula). Este tipo de protetor é muito útil para andar, e também para treinamento de força na academia. Um estudo realizado por Van Tiggele et al.(2005) comprova isso. 167 soldados belgas divididos em grupo controle, sem nenhum tipo de protetor, e outro grupo experimental com protetor de rotula, após seis semanas de treinamento intenso começaram a surgir problemas no joelho em indivíduos que não usavam protetores. Portanto, parece que o uso desses protetores de colocar a rotula no lugar é vantajoso.
Aeróbico
Na piscina . Faça crawl com frutuador entre as pernas (Figura 6). Dessa forma, não irá dobrar o joelho, os músculos vão estar trabalhando de forma isométrica e consegue-se o objectivo de melhorar a qualidade e resistência cardio-pulmonar. Comece com uma série de 25 metros, alternando os dois estilos mencionados acima, de migração gradual para séries mais longas e maior volume de metros em cada treino. Vocês devem ter freqüência cardíaca ea intensidade do exercício aquático nunca deve exceder 85% sua freqüência cardíaca máxima (Lopez, 2007).
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Figura 6 . Natação não exerce qualquer ação da parte inferior
Flexibilidade
Exercite todos os músculos envolvidos em cada sessão de treino. Assim, quando o treino é feito em sala de pesos e piscinas. É vital a felxibilização de músculos como o femoral, isquiotibiais e quadríceps, não se esqueça do tríceps sural, adutores, quadrado lombar.
É importante lembrar que um desequilíbrio entre a flexibilidade de um agonista e antagonista pode levar-nos de volta à assimetria e, portanto, ao desalinhamento da rótula.
Alongamento deve ser feito tambem no final da sessão. Manutenção da posição durante 20 segundos. Se alguém ajudar , melhor. Você vai notar melhorias em menos tempo.
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Figura 7. genéricos exercícios de alongamento

Treino livre
No caso em que o joelho foi reforçado e a cartilagem foi regenerada pela ação farmacológica, o atleta pode participar em atividades físicas que não estão relacionados com a reabilitação, que já falamos.
Um fator importante é a perda de peso através de treinamento aeróbico na piscina. Isso fará com que haja menos stress sobre a rotula. A dieta também tem um papel importante neste processo (Zhelyazkov, 2001).
Atividades gratuitas que você pode fazer, uma vez que você se sentir melhor, e se o seu médico julgar conveniente podem ser:
Andar, correr (em superfície macia), ciclismo (aumentando a altura do selim um pouco para evitar a flexão do joelho e usar excessiva força ao pedal , golf, patins em linha ... e todos aquelas atividades que não envolvem stress e pressão para a rótula.
Por outro lado terá que fugir de todas aquelas atividades que requerem forte ação do quadríceps e isquiotibiais, e onde há mudanças de direção e / ou travagem brusca, futebol de salão, basquetebol, esqui, squash, tênis, paddle, ... Se o atleta com condromalácia decidir realizar essas atividades, é aconselhável fazê-lo com a frequência mínima semanal, eu continuei com as atividades físicas acima aconselhadas para fortalecer o joelho (Chicharro Lopez, 2006).
Como mencionado acima, esta é apenas uma proposta que deve ser ajustada à sua atividade profissional e / ou medicina do esporte para as características dos pacientes de acordo com sua aptidão, idade, outras doenças, etc ... Mas, em no entanto, ela abre possibilidades para uma recuperação da condição fisica que, em muitos casos provocou o abandono da atividade física.
Bibliografia
· Becerro, M. (2000). Atividade física e saúde para o desafio do século XXI. In: Congresso Internacional de Educação Física. Jerez. ISBN: 84-431233-6-6.
· Brukner PD, Crossley KM, Morris H, Bartold SJ, Elliott B. (2006). Avanços recentes na medicina esportiva. Med J Aust . 20 de fevereiro, 184 (4) :188-93.
· DeHaven KE, Dolan WA, Mayer PJ (2003). Condromalácia patelar do joelho e dolorosa. Am Fam Physician . Jan, 21 (1) :117-24.
· Diaz, Petit, J. Carril De Sande, M. ª L., Gabriel Serra, M. ª R. (2003). fisioterapia em traumatologia, ortopedia e reumatologia . Ed: Springer-Verlag Ibérica.
· Dryburgh, DR (1988). Condromalácia patelar. In: Jornal Teoria Fisiologia Manipulativa . Junho, 11 (3) :214-7.
· Hans-Uwe Hinrichs (1999). lesões esportivas. Prevenção, primeiros socorros, diagnóstico e reabilitação . Ed: Hispânico-europeu.
· Haspl M-Simunjak Dubravcić S, Bojanic I, Pecina M. (2001). Dor no joelho anterior associado com esportes e trabalho. In: Arh Hig Rada Toksikol . Dez, 52 (4) :441-9
· Hazneci B, Yildiz Y, Sekir U, T Aydin, Kalyon TA. (2004). Eficácia do exercício isocinético no senso de posição articular e força muscular na síndrome de dor femoropatelar. In: Knee Surg Sports Traumatol Arthrosc . Setembro, 12 (5) :434-9. Epub 2004 03 de abril
· Chicharro Lopez, J. Vaquero & Fernández, A. (2006). Fisiologia do Exercício . Ed: Panamericana.
· Shahady, J. Edward e Petrizzi, Michael J. (2004). Sports Medicine para técnicos, treinadores e monitores . Ed: octaedro.
· Lowry CD, Cleland JA, K Dyke, de 2008. Manejo de pacientes com síndrome de dor femoropatelar uma abordagem multimodal usando:. Uma série de casos J Orthop Sports Phys Ther . Novembro, 38 (11) :691-702.
· Stathopulu E, Baildam E. . (2003) a dor do joelho Anterior: a longo prazo follow-up.1: Reumatologia (Oxford). Fevereiro, 42 (2) :380-2
· Van Tiggele D, E Witvrouw, Roget P, D Cambier, Danneels L, R Verdonk (2005) Efeito do uso da órtese sobre a prevenção da dor anterior do joelho -. Um estudo prospectivo e randomizado Am J Phys Med Rehabil . Julho, 84 (7) :521-7
· Zentralbl Chir. (1983) Conceitos atuais da etiologia da condromalácia patelar e tratamento . 108 (19) :1204-10.
· Zhelyazkov, T. (2001). Fundamentos do treinamento atlético . Paidotribo Ed.